Juros altos e renda comprometida elevam inadimplência no paísO número de brasileiros inadimplentes atingiu o maior nível da história, em um cenário marcado por juros elevados e alto comprometimento da renda das famílias.
Dados apontam que 81,7 milhões de pessoas estavam com dívidas em atraso, somando R$ 539 bilhões até fevereiro deste ano. Mesmo com desemprego em baixa e renda em alta, especialistas apontam que o peso dos juros tem pressionado o orçamento e ampliado o calote.
Um dos principais fatores é o nível de comprometimento da renda. Em média, os brasileiros destinam mais de 70% do que ganham para o pagamento de dívidas e despesas básicas. Entre os mais pobres, esse percentual chega a 90%.
A taxa básica de juros, que permaneceu por longo período em patamar elevado, é apontada como o principal motor do problema. Mesmo com leve recuo recente, o custo do crédito segue alto, especialmente em modalidades como cartão de crédito e cheque especial.
O aumento da oferta de crédito nos últimos anos também contribuiu para o cenário, ampliando o acesso a financiamentos, mas deixando consumidores mais expostos a variações de juros.
Diante desse quadro, o governo prepara um novo programa de renegociação de dívidas, conhecido como Desenrola 2. A expectativa é reduzir a inadimplência no curto prazo, embora especialistas avaliem que o impacto tende a ser limitado se não houver redução estrutural dos juros.
Experiências anteriores mostram que programas desse tipo podem aliviar o endividamento momentaneamente, mas não resolvem a origem do problema, que envolve o custo do crédito e o equilíbrio financeiro das famílias.
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