A ruptura que levou o PSDB a perder os três deputados federais em Mato Grosso do Sul gerou efeitos imediatos no grupo governista. Agora, a responsabilidade de acomodar os candidatos recai sobre a União Progressista, federação formada por PP e União Brasil.
Mudanças de última hora
Dagoberto Nogueira (PP) deixou o PSDB e migrou para o PP, algo que vinha sendo articulado há meses. Após isso, Geraldo Resende (PSDB), que havia decidido permanecer no partido mesmo depois da saída de Beto Pereira, também optou por deixar a legenda.
Geraldo recebeu convites do Republicanos e do PV, mas recusou para permanecer no PSDB. Agora, sem espaço, depende de uma solução da liderança do grupo, sob comando do governador Reinaldo Azambuja.
A “chapa da morte”
Geraldo não quer ir para o PL e não tem espaço no Republicanos. A alternativa foi o União Brasil, que aceitou o convite. O problema é que o partido está federado com o PP, e os pré-candidatos do PP não aceitam a inclusão de Geraldo na chapa.
O diretório nacional do União Brasil, no entanto, quer eleger pelo menos um deputado federal e tem interesse em tentar dois, aumentando a pressão para que Geraldo seja incluído.
Impactos na coligação
- Três deputados com mandato já garantidos: Geraldo Resende, Dagoberto Nogueira e Luiz Ovando.
- Rose Modesto (União) é favorita nas pesquisas e cotada para ser a mais votada.
- Jaime Verruck é prioridade do atual governo.
- Com Geraldo, União Brasil pode eleger dois deputados e PP apenas um. Sem ele, empate ou vantagem mínima para PP é provável.
Nos últimos dias antes do fechamento da janela partidária, negociações intensas definirão o destino da coligação e dos candidatos, mantendo a política estadual em alerta até outubro.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias do Mídia MS no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.





