O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou nesta terça-feira (31) a segunda fase da Operação Pretense, intitulada Mão Dupla, em Coronel Sapucaia e cidades vizinhas, conforme divulgado pelo site Investiga MS.
A investigação aponta crimes de fraude em licitações e contratos públicos, peculato, corrupção passiva e pagamentos irregulares, envolvendo agentes políticos, secretários, servidores e empresários do município. O nome da operação faz referência a um bordão usado por um agente político investigado: “Você me ajuda que eu te ajudo”, utilizado em negociações de contratações irregulares.
Mandados cumpridos
- 23 mandados de busca e apreensão
- 13 mandados de medidas cautelares diversas, incluindo:
- Proibição de acesso à Prefeitura de Coronel Sapucaia
- Proibição de contato com outros investigados
- Monitoramento eletrônico
- 2 mandados de busca pessoal
- 2 mandados de suspensão do exercício de função pública
Cidades onde os mandados foram cumpridos
- Coronel Sapucaia
- Amambai
- Ponta Porã
- Caarapó
Primeira fase da Pretense
Em dezembro de 2024, a primeira fase da Operação Pretense cumpriu mandados de busca e apreensão na Prefeitura e em empresas pertencentes a um grupo familiar de Coronel Sapucaia. Na época, o GAECO revelou que uma das empresas contratadas não possuía sede, patrimônio ou funcionários, mas havia sido contratada para obras no hospital municipal.
Contexto político
Até 2024, o prefeito era Rudi Paetzold (MDB). A partir de 2025, assumiu o cargo Niágara Kraievski (PP). A atual gestão informou que não há afastamentos de servidores em exercício e que a investigação se concentra principalmente na gestão anterior, onde a maioria dos empresários contratados já está sendo averiguada.
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