Professores da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul aprovaram estado de greve e podem paralisar atividades a qualquer momento em Mato Grosso do Sul. A decisão foi tomada em assembleia geral e reflete o aumento da pressão da categoria diante de perdas salariais acumuladas e da falta de avanço nas negociações com o Governo do Estado.
Segundo a Associação dos Docentes da UEMS, o acúmulo de perdas inflacionárias já ultrapassa 30%, comprometendo o poder de compra dos professores e impactando a permanência de profissionais qualificados na instituição. A entidade lidera o movimento e cobra medidas urgentes de valorização da carreira docente.
Com a aprovação do estado de greve, os docentes entram em mobilização permanente, o que significa que uma paralisação total pode ser iniciada a qualquer momento, dependendo do resultado das próximas rodadas de negociação com o Executivo estadual.
Principais reivindicações da categoria
- Reposição das perdas salariais acumuladas
- Reestruturação da carreira docente
- Melhoria nas condições de trabalho
- Valorização profissional e recomposição inflacionária
A categoria argumenta que a falta de reajustes ao longo dos últimos anos tem gerado defasagem significativa, afetando diretamente a qualidade do ensino, da pesquisa e das atividades de extensão desenvolvidas pela universidade.
A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul possui unidades em diversas regiões e desempenha papel estratégico na formação de profissionais e no desenvolvimento regional. Uma eventual greve pode impactar milhares de estudantes, interromper o calendário acadêmico e atrasar projetos em andamento.
Do lado do governo, a sinalização é de manutenção do diálogo com os servidores. No entanto, o Executivo aponta limitações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal para concessão de reajustes no momento.
Sem acordo, o cenário indica avanço da mobilização e risco concreto de paralisação nas próximas semanas, o que mantém alunos e comunidade acadêmica em alerta em todo o Estado.
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