O Sistema Único de Saúde (SUS) pode implementar um novo programa nacional voltado ao rastreamento do câncer colorretal, doença que atinge o intestino grosso e o reto e apresenta crescimento expressivo no número de casos e mortes no Brasil.
A proposta já conta com uma diretriz técnica elaborada por especialistas e recebeu parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), etapa essencial para a adoção de novas políticas públicas na área da saúde. Nos próximos dias, o tema será submetido à consulta pública, permitindo a participação da sociedade antes da decisão final.
A medida busca ampliar o diagnóstico precoce, considerado fundamental para aumentar as chances de cura e reduzir a mortalidade. Exames como a colonoscopia permitem identificar lesões ainda em estágio inicial ou até antes de se tornarem câncer, o que reforça a importância do rastreamento sistemático.
Além do avanço institucional, especialistas alertam para fatores que ajudam a explicar o aumento da doença. Entre eles, o consumo elevado de alimentos ultraprocessados, associado a dietas pobres em fibras, excesso de carnes processadas, sedentarismo, obesidade e consumo de álcool. Esse cenário também vem sendo observado entre pessoas mais jovens, indicando mudança no perfil da doença.
Projeções apontam que o número de mortes pode crescer nos próximos anos, principalmente devido ao diagnóstico tardio. Diante disso, a criação de um programa estruturado no SUS é vista como estratégica para conter o avanço da doença e ampliar o acesso ao tratamento.
Como se prevenir e reduzir riscos:
A adoção de hábitos saudáveis é considerada uma das principais formas de prevenção do câncer colorretal. Entre as recomendações estão:
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Manter uma alimentação rica em fibras, com frutas, verduras, legumes e grãos integrais
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Reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e carnes industrializadas
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Praticar atividades físicas regularmente
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Evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas
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Manter o peso corporal adequado
Importância da testagem e do diagnóstico precoce:
Especialistas reforçam que pessoas a partir dos 45 ou 50 anos, ou com histórico familiar da doença, devem realizar exames periódicos. A colonoscopia é o principal método de rastreamento, permitindo identificar e remover lesões antes que evoluam para câncer.
Sintomas como sangue nas fezes, alterações no hábito intestinal, dor abdominal persistente e perda de peso sem causa aparente também devem ser investigados o quanto antes.
Embora a decisão final sobre o programa caiba ao Ministério da Saúde, integrantes da Conitec já se manifestaram favoravelmente à proposta. Caso seja implementada, a iniciativa deve fortalecer a prevenção, ampliar o acesso aos exames e reduzir os impactos da doença no país.
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