Na reta final da janela partidária, o PSDB tenta garantir sobrevida em Mato Grosso do Sul e já projeta a eleição de uma bancada próxima à atual na Assembleia Legislativa. A expectativa interna é conquistar entre quatro e cinco cadeiras no próximo pleito.
Durante sessão na Assembleia, o deputado Pedro Caravina chegou a rascunhar cenários eleitorais, apostando na permanência do grupo formado por ele, Lia Nogueira e Jamilson Name como base para manter a competitividade da legenda.
Apesar de conversas recentes com outras siglas, como PP e União Brasil, Caravina já confirmou que seguirá no partido. Jamilson, por sua vez, sinaliza permanência, mas afirma que a decisão final ainda depende de alinhamento com o grupo político.
Além dos três parlamentares, o PSDB deve reforçar seus quadros com a possível filiação de Paulo Duarte, ex-PSB. O partido também conta com a influência eleitoral do ex-deputado e ex-prefeito de Três Lagoas, Ângelo Guerreiro.
Internamente, o desafio agora é convencer outros nomes da chapa, principalmente vereadores de Campo Grande, de que há viabilidade real de eleição. Parte dos pré-candidatos teme que, com a permanência de deputados já consolidados, suas candidaturas acabem servindo apenas para fortalecer os mais votados.
A definição final sobre a composição da chapa deve passar pelas principais lideranças estaduais, como o ex-governador Reinaldo Azambuja e o governador Eduardo Riedel, que terão papel decisivo na estratégia eleitoral do partido.
A movimentação ocorre em um momento crucial e pode definir o futuro do PSDB no Estado, que busca manter relevância política mesmo diante da reconfiguração das forças partidárias.
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