O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, demonstrou indignação com lideranças políticas de Mato Grosso do Sul e chegou a oferecer o PSDB estadual a João Henrique Catan, adversário de Reinaldo Azambuja (PL) e Eduardo Riedel (PP) na disputa pelo governo do estado.
A crise se iniciou após a saída de três deputados federais da sigla, que descumpriram promessa de permanecer no partido mesmo após a saída de Riedel e Reinaldo Azambuja. A promessa havia sido feita em Campo Grande, mas não se concretizou.
Saídas e descontentamento
Beto Pereira foi o primeiro a deixar o PSDB, enquanto Dagoberto e Geraldo inicialmente permaneceram após intervenção de Reinaldo. No entanto, na reta final da janela partidária, Dagoberto migrou para o PP e Geraldo se filiou ao União Brasil, reforçando a insatisfação da cúpula nacional.
Proposta a João Henrique Catan
Indignados com o descumprimento, lideranças do PSDB nacional contataram João Henrique Catan para saber se ele teria interesse em utilizar a estrutura do partido para uma eventual candidatura. João Henrique confirmou as conversas, mas afirmou que sempre foi crítico do PSDB em Mato Grosso do Sul e também dialogou com outros partidos.
Com a crise instalada, o deputado estadual Pedro Caravina assumiu a liderança do partido no estado. A sigla tenta agora montar uma chapa para deputado federal, buscando garantir pelo menos uma das oito vagas em Brasília.
O episódio evidencia o enfraquecimento do PSDB em Mato Grosso do Sul e a dificuldade de manter alianças políticas diante das movimentações partidárias que antecedem as eleições de 2026.
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