O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados deve retomar nesta terça-feira (9) a análise do processo contra o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS). O colegiado irá votar o parecer que recomenda a suspensão do mandato do parlamentar por 60 dias.
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O caso voltou à pauta após a interrupção da sessão realizada em 19 de maio. Na ocasião, o relator do processo, deputado Ricardo Maia (MDB-BA), alterou o parecer original, que previa 90 dias de afastamento, e reduziu a punição para dois meses.
“Quero fazer uma modificação verbal do meu voto. Aqui estão 90 dias, quero reduzir para 60 dias em relação ao meu voto”, afirmou o relator durante a sessão.
Durante sua defesa, Pollon criticou o andamento do processo e afirmou que o país vive um “estado de exceção”. O parlamentar também fez críticas às condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro e sustentou que está sendo alvo de perseguição política.
Pollon em manifestação. (Reprodução, Redes Sociais)
Ao deixar a sessão, o deputado afirmou que recebe o julgamento com tranquilidade e agradeceu a redução da penalidade proposta pelo relator.
A representação faz parte de um conjunto de processos analisados pelo Conselho de Ética envolvendo a atuação de parlamentares durante manifestações e episódios ocorridos na Câmara dos Deputados. Em outro procedimento já apreciado pelo colegiado, Pollon recebeu parecer favorável à suspensão temporária do mandato.
Apesar da recomendação do Conselho de Ética, a eventual punição ainda poderá ser contestada por meio de recurso dentro da própria Câmara dos Deputados. O desfecho do caso é acompanhado por aliados do parlamentar e por lideranças da oposição.
A possível suspensão também mobilizou apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) classificou a medida como um ataque à democracia, enquanto o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que buscará alternativas para reverter a decisão.
A votação desta terça-feira deve definir um dos processos disciplinares de maior repercussão envolvendo parlamentares da bancada conservadora na atual legislatura.
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