A chamada chapa da morte deputados federais MS já movimenta os bastidores políticos e acende alerta entre lideranças em Mato Grosso do Sul. A formação do grupo dentro do União Progressista, federação que reúne União Brasil e Progressistas, pode custar o mandato de até dois deputados federais nas eleições de 2026.
O cenário é resultado de uma articulação que, inicialmente controlada, acabou concentrando nomes de peso em uma única chapa. A consequência direta é uma disputa interna acirrada, com potencial de eliminar candidatos competitivos ainda na fase de contagem de votos.
Quatro nomes aparecem como protagonistas nessa corrida interna:
- Rose Modesto
- Geraldo Resende
- Dagoberto Nogueira
- Luiz Ovando
Entre eles, Geraldo, Dagoberto e Ovando buscam a reeleição. Já Rose surge como aposta do grupo para ser uma das mais votadas, com base em desempenhos anteriores e projeções internas.
Nos bastidores, a avaliação é direta: dificilmente a chapa conseguirá eleger os quatro. Caso o favoritismo de Rose se confirme, pelo menos um dos atuais deputados deve ficar fora da próxima legislatura.
Para minimizar perdas, a federação precisa atingir uma votação robusta. A projeção interna indica que o grupo deve conquistar duas vagas com maior segurança, podendo chegar a uma terceira dependendo do desempenho geral.
Para que apenas um nome de peso fique de fora, seria necessário um desempenho excepcional, com ao menos dois candidatos ultrapassando a marca dos 100 mil votos.
Histórico mostra dificuldade
Na eleição passada, o PSDB conseguiu um feito raro ao eleger três deputados federais no Estado, com 316.966 votos. O quociente eleitoral girou em torno de 175 mil votos.
Na ocasião, o partido teve destaque com:
- Beto Pereira – 97.872 votos
- Geraldo Resende – 95.519 votos
- Dagoberto Nogueira – 48.217 votos
O desempenho coletivo foi determinante, com média superior a 35 mil votos por candidato, reforçando a importância de uma chapa equilibrada, com “cabeça” e “calda”, como definem lideranças políticas.
Outros partidos também tiveram resultados relevantes:
- PL elegeu dois nomes, com destaque para Marcos Pollon
- PT também garantiu duas cadeiras, com Vander Loubet e Camila Jara
A chegada de nomes de peso provocou um efeito colateral imediato: o esvaziamento de pré-candidaturas.
Deixaram a composição:
- Jaime Verruck
- Roberto Hashioka
- Viviane Luiza
Os três migraram para outras siglas diante da alta concorrência interna.
Composição atual e articulação nacional
Além dos quatro principais nomes, a chapa ainda conta com:
- Carlos Bernardo
- Alan Guedes
- Clediane Matzenbacher
A formação da chapa também expôs divergências internas. A entrada de Dagoberto e Geraldo não estava prevista inicialmente e enfrentou resistência do diretório estadual do PP. No entanto, a articulação nacional do União Brasil prevaleceu e garantiu as filiações.
A chapa da morte deputados federais MS simboliza um paradoxo eleitoral: reunir grandes nomes pode fortalecer a legenda, mas também aumentar o risco de perdas relevantes.
Com apenas oito vagas em disputa na Câmara dos Deputados, a concentração de candidatos competitivos em um único grupo torna a disputa interna tão decisiva quanto a eleição em si.
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