A Fazenda São Sebastião, em Sidrolândia, a cerca de 70 quilômetros de Campo Grande, permanece sob forte monitoramento das forças de segurança após a invasão registrada no último fim de semana. Equipes da Polícia Militar seguem mobilizadas na propriedade para evitar novos confrontos e garantir a segurança de funcionários e moradores da região.
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Segundo relatos de policiais que atuaram na ocorrência, os invasores montaram bloqueios em pontos estratégicos das estradas internas da fazenda. Um dos militares classificou a ação como semelhante a técnicas de “bloqueio de guerrilha”, afirmando que os obstáculos tinham o objetivo de dificultar o avanço das equipes e expor os agentes durante a operação. As barreiras foram removidas pelo Batalhão de Choque.

A operação de segurança reúne policiais do Choque, da Força Tática de Campo Grande e do Batalhão Militar Rodoviário e Rural, que realizam rondas permanentes e ações preventivas na área. O reforço foi mantido diante da preocupação com possíveis novas tentativas de ocupação da propriedade.
A escalada da tensão teve início na noite de sábado (13), quando a proprietária da fazenda procurou as autoridades para denunciar a invasão. Conforme o relato registrado, houve destruição de patrimônio, incêndio em máquinas agrícolas e insumos, além de furtos durante a ação.
A fazendeira também informou que funcionários da propriedade, incluindo mulheres e crianças, teriam sido impedidos de deixar determinadas áreas durante a ocupação. Todas as circunstâncias do caso seguem sob investigação das autoridades competentes.
De acordo com a Polícia Militar, além dos prejuízos materiais, foram identificados focos de incêndio considerados criminosos e danos em equipamentos utilizados na atividade rural. O levantamento dos prejuízos ainda está sendo realizado.
Enquanto as forças de segurança permanecem na propriedade, lideranças indígenas da Aldeia Buriti buscaram diálogo com representantes políticos e autoridades. Durante reunião realizada nesta segunda-feira (15), os líderes afirmaram que a ocupação não foi organizada pela comunidade e classificaram o episódio como uma ação isolada.
As lideranças também reiteraram que defendem a discussão de questões territoriais por meios pacíficos e sem confrontos, apesar de reconhecerem a existência de reivindicações históricas relacionadas à região.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades estaduais, que trabalham para identificar todos os envolvidos na invasão e esclarecer as circunstâncias que levaram ao conflito.
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