A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), uma operação para investigar um esquema de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o Banco Digimais, instituição controlada pelo grupo empresarial ligado ao bispo Edir Macedo. Por determinação da Justiça Federal em São Paulo, foram bloqueados R$ 670 milhões em bens e ativos dos investigados.
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Ao todo, nove mandados de busca e apreensão são cumpridos na capital paulista. A decisão judicial também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos principais alvos da investigação.
Segundo a Polícia Federal, relatórios produzidos pelo Banco Central identificaram indícios de graves irregularidades na condução dos negócios da instituição. As apurações apontam que administradores teriam promovido uma manipulação sistemática de balanços e resultados contábeis para ocultar a real situação econômico-financeira do banco e apresentar uma aparente solvência perante os órgãos reguladores.
Os investigadores também apuram a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas que alcançariam centenas de milhões de reais, além de operações financeiras consideradas irregulares em benefício da empresa controladora e da possível inserção de informações falsas em sistemas oficiais do Banco Central.
A operação ocorre pouco mais de um mês após o Banco Digimais divulgar uma nota oficial em seu site institucional reagindo às notícias sobre as investigações. Publicado em 20 de maio, o comunicado classificava as reportagens como “imprudentes e irresponsáveis” e afirmava que as informações divulgadas eram “completamente inverídicas” e possuíam caráter difamatório.
Na ocasião, a instituição afirmou atuar com base na legalidade e na transparência e criticou o que chamou de “irresponsabilidade jornalística” pela divulgação de acusações sem a devida checagem.
As medidas determinadas pela Justiça buscam preservar recursos e aprofundar as investigações sobre possíveis crimes contra o sistema financeiro, falsidade ideológica e gestão fraudulenta.
Até a última atualização desta reportagem, o Banco Digimais e representantes do grupo empresarial ligado a Edir Macedo não haviam se pronunciado sobre a operação desta terça-feira. O espaço permanece aberto para manifestações.
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