O sepultamento da arquiteta Ely Quevedo, de 53 anos, foi marcado por clima de luto e indignação na manhã desta terça-feira (14), em Campo Grande. Familiares, amigos e colegas de profissão se reuniram para a despedida sob forte comoção e pedidos de justiça.
A vítima morreu no último fim de semana após cair de uma caminhonete em movimento durante uma discussão com o ex-marido na BR-163, em Campo Grande.
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Segundo o boletim de ocorrência, a principal versão apresentada pelo motorista é de que a arquiteta teria se jogado do veículo em movimento. O casal estaria em processo de separação no momento do fato.
Investigação em andamento
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), trata o caso como inconclusivo e não descarta a hipótese de feminicídio.
A perícia técnica encontrou marcas de frenagem e outros vestígios na pista, que estão sendo analisados para reconstituir a dinâmica do ocorrido.
Imagens de câmeras de segurança da região também estão sendo levantadas para auxiliar na investigação.
Situação do suspeito
O ex-marido foi ouvido pela polícia e liberado após prestar depoimento. Até o momento, não há confirmação de prisão.
A polícia também apura se havia histórico de violência doméstica no relacionamento, informação que ainda não foi oficialmente confirmada.
Atropelamento aconteceu na BR-163, em Campo Grande.
“Uma vida interrompida”
Durante o velório, colegas de profissão destacaram o talento e a alegria da arquiteta, que estava em ascensão na carreira e planejava novos projetos para este ano. “Ela tinha um futuro brilhante pela frente, uma profissional dedicada que se tornou estatística por causa de um sentimento de posse”, lamentou uma amiga próxima.
O caso reacende o debate sobre a segurança das mulheres e o rigor das leis contra o feminicídio no estado. Mato Grosso do Sul segue com índices preocupantes de violência de gênero neste início de 2026.
Canais de Ajuda: Se você ou alguém que você conhece sofre violência doméstica, denuncie. Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 em casos de emergência.
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