A COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS), realizada em Campo Grande, já demonstra impacto além das pautas ambientais. Logo no primeiro dia, o estande da Casa do Artesão, instalado no Shopping Bosque dos Ipês, movimentou cerca de R$ 10 mil em vendas, evidenciando o interesse do público internacional pelo artesanato sul-mato-grossense.
O espaço tem se consolidado como vitrine cultural do Estado, reunindo visitantes de diversas partes do Brasil e do exterior. A presença de autoridades e participantes da conferência global impulsiona a visibilidade das peças, que carregam identidade regional e referências ao Pantanal.
Segundo o servidor da Fundação de Cultura, Ronaldo Chagas Correa, o fluxo de visitantes tem sido intenso desde a abertura. Ele destaca que a diversidade do público tem contribuído diretamente para o sucesso das vendas.
“O movimento está muito bom, com pessoas de vários países admirando e comprando nosso artesanato. A expectativa é de resultados ainda melhores até o fim do evento”, afirmou.
Variedade valoriza cultura regional
O estande reúne uma ampla gama de produtos que expressam a riqueza cultural de Mato Grosso do Sul. Entre os itens disponíveis estão:
- Peças em cerâmica indígena
- Esculturas e utensílios de madeira
- Amigurumis e bonecos artesanais
- Aves e animais do Pantanal em biscuit
- Ímãs de geladeira temáticos
- Camisetas e itens decorativos
A forte presença de elementos ligados aos povos originários e à fauna pantaneira chama a atenção dos visitantes, que buscam lembranças autênticas do evento.
A receptividade do público tem sido positiva tanto pela estética das peças quanto pelos preços considerados acessíveis. Participantes da COP15 ressaltam que, diferente de outros eventos internacionais, os produtos apresentam boa relação custo-benefício.
A diversidade também é um diferencial. Há opções que vão desde pequenos сувenires até peças mais elaboradas para decoração, atendendo diferentes perfis de consumidores.
Além do impacto econômico imediato, o estande representa uma oportunidade estratégica de promoção cultural. A COP15 reúne especialistas e representantes de vários países para discutir a preservação de espécies migratórias, e o artesanato local se insere como elemento de conexão entre cultura e meio ambiente.
Com temática voltada à biodiversidade e à cooperação internacional, o evento reforça a importância de iniciativas que valorizem tradições locais. No caso de Mato Grosso do Sul, o artesanato surge como expressão viva da identidade pantaneira e dos povos tradicionais.
A expectativa é que, até o encerramento da conferência, o espaço continue atraindo visitantes e ampliando a projeção do artesanato sul-mato-grossense no cenário global.
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