André Corrêa do Lago afirmou que a guerra intensificou o debate global sobre transição energética. (Foto: Altaf Qadri)A guerra no Oriente Médio ampliou a discussão global sobre transição energética, na avaliação do presidente da COP-30, André Corrêa do Lago. Nesta segunda-feira, 13, o embaixador afirmou que o conflito envolvendo EUA, Israel e Irã, somado aos efeitos sobre os preços do petróleo, tornou ainda mais evidente a sensibilidade geopolítica e econômica dos combustíveis fósseis.
A declaração foi dada em Washington, durante as reuniões de primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. Para Corrêa do Lago, embora uma guerra nunca possa ser tratada como algo positivo, o cenário atual expôs com mais força a dependência mundial do petróleo e do gás e recolocou a segurança energética no centro do debate internacional.
“É um momento muito desafiador. Obviamente, uma guerra nunca pode ser vista como algo com aspectos positivos, porque o sofrimento e as consequências são sempre negativas. Mas é inegável que essa guerra intensificou o debate sobre a transição energética”, afirmou.
Segundo o presidente da COP-30, o conflito trouxe novos elementos para a discussão sobre o futuro da matriz energética global. Ele observou que diferentes setores têm usado argumentos distintos de acordo com seus próprios interesses, mas disse que o impacto geopolítico da crise abriu uma discussão relevante sobre dependência energética.
“Essa guerra é uma demonstração de como a questão do petróleo e do gás é sensível do ponto de vista geopolítico”, disse. Ele acrescentou que o custo econômico do conflito também entrou no radar de analistas, o que tornou a discussão ainda mais complexa.
Corrêa do Lago afirmou ainda que o roteiro brasileiro para uma transição efetiva dos combustíveis fósseis deve ser concluído no segundo semestre e pode servir de referência para outros países. Na avaliação dele, o contexto atual interfere diretamente na elaboração desse documento.
Ao citar exemplos de busca por autonomia energética, o embaixador mencionou a China, que, segundo ele, apostou em fontes como energia eólica e solar também por uma estratégia de independência geopolítica. Para Corrêa do Lago, os resultados dessa escolha têm aparecido de forma mais rápida do que se esperava.
A fala ocorre num momento em que o avanço do conflito no Oriente Médio pressiona o mercado internacional de energia e reacende debates sobre segurança no abastecimento, preços e redução da dependência de combustíveis fósseis.
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