Defesa Civil e Corpo de Bombeiros monitoram cerca de 2 mil pontos com risco de alagamentos, inundações e deslizamentos no Paraná. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)O Paraná mantém cerca de 2 mil pontos sob monitoramento por risco de alagamentos, inundações e deslizamentos. A atenção foi reforçada diante da previsão de um El Niño excepcionalmente forte, com possibilidade de aumentar o volume de chuvas na Região Sul.
Representantes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros, de órgãos técnicos do governo estadual e do Exército Brasileiro participaram nesta terça-feira (28) de uma reunião para alinhar medidas preventivas para os próximos meses.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico e costuma provocar mudanças no regime de chuvas. No Sul do Brasil, o fenômeno pode favorecer precipitações mais frequentes e intensas.
“Este El Niño vem com potencial para ser o mais intenso já observado, com possibilidade de ocorrência de desastres. Nossas ações serão integradas com diversos órgãos e potencializam os investimentos em equipamentos e treinamento que foram feitos nos últimos anos”, afirmou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Paraná, coronel Antonio Geraldo Hiller.
Rio Iguaçu está entre os pontos de atenção
Entre as áreas consideradas mais sensíveis estão o Rio Iguaçu e seus afluentes, que recebem águas da região de Curitiba.
Em períodos de chuvas fortes ou prolongadas, o aumento do nível dos rios pode atingir áreas de várzea e provocar alagamentos em cidades próximas. Situações semelhantes foram registradas no estado em 2024.
O mapeamento dos locais mais vulneráveis será utilizado para orientar a atuação das equipes, o envio de equipamentos e a preparação de respostas em casos de emergência.
Moradores devem acompanhar alertas
O coordenador da Defesa Civil estadual, coronel Ivan Ricardo Fernandes, orientou os moradores de áreas baixas a acompanharem os alertas oficiais, as previsões meteorológicas e as informações divulgadas pela imprensa.
“Por isso a importância para aqueles que moram em áreas baixas não apenas de ter atenção para os alertas da Defesa Civil, mas também de acompanharem a previsão de chuvas e os avisos pela imprensa, para se anteciparem e se prepararem para a necessidade de buscar abrigo”, explicou.
A recomendação é que a população fique atenta principalmente durante períodos de chuva contínua ou de grande intensidade. Em caso de orientação das autoridades, moradores devem deixar áreas de risco e procurar locais seguros.
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