Área de vegetação nativa suprimida em fazenda de Maracaju é alvo de investigação (Foto: Laudo de vistoria/MP-MS)Um desmatamento de mais de 60 hectares de vegetação nativa colocou uma fazenda de Maracaju no centro de uma investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que apura supressão irregular sem licença ambiental.
O inquérito civil foi instaurado pela 2ª Promotoria de Justiça do município após análise de imagens de satélite e dados técnicos que apontaram a retirada de 60,32 hectares de vegetação entre 2018 e 2022. Parte da área atingida estava registrada como Reserva Legal no Cadastro Ambiental Rural.
Os levantamentos, realizados pelo Núcleo de Geotecnologias do MPMS dentro do Programa DNA Ambiental, identificaram 17 áreas de desmatamento na propriedade. Segundo os laudos, houve alteração de classificação de trechos inicialmente declarados como Reserva Legal para Área Consolidada, sem respaldo técnico ou autorização do órgão ambiental.
A análise também indicou ausência de licenças emitidas pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul para a supressão da vegetação. Mesmo áreas classificadas como consolidadas apresentavam regeneração natural, o que exige autorização prévia para uso.
Além da perda de cobertura vegetal típica do Cerrado, os técnicos estimaram a emissão de cerca de 1.124 toneladas de carbono, evidenciando impacto ambiental que vai além da área diretamente afetada.
Com a abertura do inquérito, os proprietários foram notificados a apresentar documentos do imóvel, como matrícula atualizada, inscrição no CAR e eventuais programas de regularização ambiental. Também poderão indicar interesse em firmar Termo de Ajustamento de Conduta para reparar os danos.
O Ministério Público informou ainda que comunicou o Imasul sobre a investigação e solicitou informações ao cartório de registro de imóveis para confirmar a titularidade da área.
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