Garimpo ilegal na Amazônia provoca contaminação por mercúrio e preocupa autoridades (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) os impactos do garimpo ilegal na Amazônia, destacando a contaminação por mercúrio como um grave problema ambiental e de saúde pública.
O documento apresentado pelo órgão aponta que o uso do mercúrio nos garimpos ilegais contamina rios, peixes e toda a cadeia alimentar da região. A substância é utilizada para separar o ouro, mas acaba se espalhando pelo ambiente, podendo causar danos neurológicos, principalmente em populações indígenas e ribeirinhas.
Além da contaminação, o relatório destaca outros impactos, como desmatamento, degradação do solo e alteração de cursos d’água. O MPF também alerta para a presença de redes criminosas envolvidas na atividade e para falhas na fiscalização e no controle do uso de substâncias tóxicas no país.
O órgão afirma que o garimpo ilegal se consolidou como um sistema econômico paralelo, associado ao crime organizado, e critica normas que ainda permitem o uso de mercúrio em determinadas situações, o que, segundo o MPF, contraria acordos internacionais.
A denúncia pode resultar em recomendações internacionais ao Brasil e até em ações na Corte Interamericana de Direitos Humanos. Para o MPF, o combate ao garimpo ilegal exige atuação contínua do Estado e cooperação internacional para proteger o meio ambiente e as populações afetadas.
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