Ex-diretor do IFMS foi internado ontem em estado grave, com queimaduras em cerca de 80% do corpo e ainda lúcido denunciou como agressora sua esposa. A polícia flagrou a suspeita no hospital no horário de visita e a levou para a Cepol.
A veterinária foi presa ontem a tarde no hospital, após o marido com 80% do corpo queimado relatar para a equipe que a esposa tinha jogado álcool 70% nele e ateado fogo.
A médica veterinária Lidiane Cecília Pereira, de 42 anos, foi presa em flagrante na tarde desta segunda-feira (22/06) dentro do Hospital Proncor, em Campo Grande, após o marido, o ex-diretor e professor do IFMS C. F. V. O, de 41 anos, chegar à unidade com queimaduras extensas e apontá-la como responsável pelo ataque.
A prisão ocorreu após a comunicação do Hospital à polícia sobre a denúncia da vítima. A mulher já estava no local quando a primeira viatura chegou para atender a ocorrência.
O médico responsável informou que a vítima está em estado graves pois está com cerca de 80% do corpo queimado, sendo colocado em coma induzido e mantido sob cuidados intensivos.
O boletim de ocorrência registrado aponta que o próprio homem afirmou que a esposa teria jogado álcool 70% sobre ele e ateado fogo.
Abordagem no hospital
Conforme o Campo Grande News, policiais militares entraram na unidade de saúde, conversaram com funcionários e identificaram a suspeita ainda no Proncor. Depois da abordagem, Lidiane foi levada para a área externa do hospital e, segundo a PM, ela relatou que o episódio teria acontecido durante uma “briga de casal”. Em seguida, ela entrou no banco traseiro da viatura e foi levada à Cepol, sem uso de algemas, onde ficou à disposição da Polícia Civil.
O caso foi inicialmente registrado como lesão corporal dolosa, mas deve ser aprofundado pela investigação policial, que agora busca esclarecer a dinâmica da discussão e a sequência dos fatos que levaram ao incêndio.
Durante a movimentação policial, uma das filhas do casal permaneceu no hospital.
Investigação
A Polícia Civil deve apurar agora se a suspeita realmente utilizou álcool 70% para provocar o fogo, como relatado pela vítima e registrado pelas equipes que atenderam a ocorrência. Também será analisada a versão apresentada pela veterinária, que afirmou ter havido uma discussão entre o casal antes do episódio.
O caso segue em investigação e pode ganhar novos desdobramentos conforme o avanço do estado de saúde da vítima e a conclusão dos primeiros levantamentos policiais.
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