Mato Grosso do Sul confirmou a quarta morte por chikungunya em 2026, conforme dados do Ministério da Saúde. As quatro vítimas eram moradoras de Dourados, município que enfrenta avanço da doença, especialmente na região da Reserva Indígena.
A morte mais recente foi de uma mulher de 60 anos, que tinha comorbidades e morreu no último dia 12 de março. Dias antes, um bebê de três meses também teve o óbito confirmado pela doença. As outras vítimas são dois idosos, de 69 e 73 anos. Todos viviam na mesma reserva, considerada a maior reserva indígena urbana do país.
A situação preocupa as autoridades sanitárias porque, em apenas dez dias, Mato Grosso do Sul registrou aumento de quase 8% nos casos prováveis de chikungunya. O total saiu de 2.446 para 2.639 notificações entre os dias 7 e 17 de março. Com isso, o Estado segue com a maior incidência da doença no Brasil, com 90,2 casos prováveis para cada 100 mil habitantes.
No cenário nacional, o país soma 16.558 casos prováveis e 10 mortes confirmadas por chikungunya em 2026. Desse total, quatro óbitos foram registrados em Mato Grosso do Sul, o que representa 40% das mortes no país neste ano.
Em Aquidauana, uma morte que estava sob investigação foi descartada para chikungunya, segundo atualização informada pela Secretaria de Estado de Saúde. O caso envolvia uma mulher indígena e aguardava revisão nos sistemas oficiais.
Diante da escalada da arbovirose, o Ministério da Saúde realiza uma força-tarefa em aldeias de Dourados. Equipes da Secretaria Municipal de Saúde fizeram ações de tratamento químico em mais de mil imóveis entre os dias 9 e 11 de março. Durante as visitas, agentes encontraram focos do mosquito transmissor em 589 residências, com maior incidência em caixas d’água, lixo acumulado e pneus.
A chikungunya é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado. Entre os principais sintomas estão febre alta, dores intensas nas articulações, dor no corpo, manchas vermelhas na pele e cansaço. Em muitos casos, as dores articulares podem persistir por meses ou até anos, comprometendo a qualidade de vida dos pacientes.
A prevenção segue baseada no combate aos criadouros do mosquito. A orientação é manter caixas d’água fechadas, eliminar recipientes com água parada, limpar calhas, descartar corretamente pneus e lixo, além de redobrar os cuidados em quintais e terrenos.
O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul reforça o alerta para ações imediatas de prevenção e monitoramento, principalmente em áreas mais vulneráveis, onde a circulação do vírus já provoca impactos graves na saúde da população.
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