Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira viajou a capital Paulista para realizar um procedimento de remodelação de glúteos. O caso levanta alerta sobre os riscos do preenchedor usado em altas doses.
A maquiadora e influenciadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, morava em Jardim (MS), e viajou até São Paulo para realizar um procedimento estético com polimetilmetacrilato (PMMA). Ela morreu nesta terça-feira (26/05), após passar mal menos de 24 horas depois da aplicação, em uma clínica localizada no Brooklin, zona sul da capital paulista.
Quem era Roseli
Roseli era maquiadora e também atuava nas redes sociais, onde divulgava trabalhos ligados à estética corporal. A maquiadora foi a São Paulo exclusivamente para o procedimento e segundo a família, a remodelação seria realizada nos glúteos e na parte posterior das coxas.
Onde o procedimento foi feito
O atendimento ocorreu em uma sala comercial alugada dentro de um empreendimento na região do Brooklin, em São Paulo, onde a médica responsável relatou a polícia ter sido locada pela primeira vez. A profissional é Tábita Nunes Marcolino Jorge, que possui pós-graduação em dermatologia, mas não tem residência médica na área. A reside em Goiânia (GO) e faz atendimentos em São Paulo há três anos.
Tábita Nunes compartilhou nas redes sociais fotos do procedimento feito em Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira.
Como foi o procedimento
De acordo com os relatos, Roseli chegou ao consultório na segunda-feira (25/05) para uma remodelação corporal com aplicação de PMMA nos glúteos e na parte de trás das coxas. A própria médica informou à polícia que aplicou 120 ml em cada glúteo e 30 ml na parte posterior das coxas, totalizando cerca de 300 ml. Roseli já havia feito procedimento semelhante há cerca de dois anos, com outro profissional.
Quais são os riscos
O PMMA é um preenchedor de uso restrito e não é recomendado pela Anvisa para fins estéticos. A substância é autorizada apenas em situações reparadoras específicas, e seu uso em grandes volumes ou de forma inadequada pode causar complicações graves, como inflamações, reações alérgicas, granulomas e até embolias vasculares. Em notas e reportagens citadas pela imprensa, especialistas e órgãos de classe alertam que a aplicação exige avaliação criteriosa, profissional habilitado e indicação precisa.
Hall do prédio onde Roseli fez o procedimento no dia anterior e voltou por que estava passando mal e acabou morrendo no local.
Piora e morte
Na manhã de ontem, terça-feira, menos de 24 horas após a intervenção, Roseli começou a sentir forte mal-estar, dor, coração acelerado e dificuldade para respirar, segundo depoimento da filha que a acompanhava.
Durante o trajeto de aplicativo até o local onde seria reavaliada, a Roseli desmaiou. Ao chegar ao prédio, já desacordada, sofreu parada cardiorrespiratória no hall, e as tentativas de reanimação feitas pela médica e pelo Samu não foram suficientes.
Investigação
A morte é investigada pela Polícia Civil de São Paulo como suspeita, e a causa exata depende dos laudos periciais. Enquanto isso, a repercussão do caso reforça o debate sobre o uso de PMMA em procedimentos estéticos e os limites de segurança em intervenções feitas fora de ambiente hospitalar.
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