O deputado estadual João Henrique Catan, pré-candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pelo Novo, passou a pedir doações nas redes sociais para financiar sua campanha eleitoral. Até o momento, a chamada vaquinha arrecadou cerca de R$ 13,3 mil.
O pedido, no entanto, contrasta com os próprios gastos do parlamentar. No acumulado, Catan torrou R$ 1.027.465,00 com divulgação da atividade parlamentar usando verbas indenizatórias do gabinete.
Desse total, mais de R$ 826 mil foram destinados a pessoas e empresas ligadas ao seu círculo político e pessoal, os chamados “parças” do deputado.
Somente com Cauê de Oliveira Lima, irmão de Caíque de Oliveira Lima, assessor de Catan, o parlamentar torrou cerca de R$ 330 mil. Além dele, Catan gastou aproximadamente R$ 419 mil com a Bold Marketing e Produções Audiovisuais LTDA, empresa que tem como sócios Bruno Daros Alves e Fernando Daros Alves, apontados como amigos de infância do deputado.
Outro gasto citado envolve a Matheus Consultoria em Publicidade LTDA, que recebeu cerca de R$ 76 mil. A empresa pertence a Matheus Donat Cunha, amigo de Cauê Lima e Caíque de Oliveira Lima.
Na prática, enquanto pede dinheiro ao eleitor para bancar sua campanha, Catan já torrou mais de R$ 1 milhão com divulgação parlamentar. E, dentro desse montante, mais de R$ 826 mil foram parar nas mãos de seus “parças”.
O deputado tenta se apresentar como “novo”, mas os números expõem uma velha contradição da política: discurso de renovação para fora e prática velha por dentro.
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