Acréscimo será de R$ 1,885 a cada 100 kWh. Consumidores devem revisar consumo para evitar surpresas na fatura e rombo no orçamento doméstico.
Bandeira Amarela: Os consumidores vão pagar um valor adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (26/06) a manutenção da bandeira tarifária amarela para o mês de julho.
Com a decisão, a conta de luz terá cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos para todos os consumidores do Sistema Interligado Nacional.
Por que a conta sobe
A Aneel justificou a manutenção da bandeira amarela pelo período de estiagem que atinge várias bacias hidrográficas do país.
Menos chuvas reduzem os volumes dos reservatórios das hidrelétricas, o que diminui a geração hidráulica e aumenta a necessidade de acionar usinas termelétricas — cujo custo de produção é mais elevado e acaba refletindo na tarifa.
O mecanismo de bandeiras
O sistema de bandeiras tarifárias, em vigor desde 2015, sinaliza ao consumidor o custo marginal da geração de energia em curto prazo por meio de três cores:
-Verde: sem cobrança adicional.
-Amarela: acréscimo moderado (atualmente R$ 1,885/100 kWh).
-Vermelha: cobrança maior, com dois patamares (R$ 4,46/100 kWh no patamar 1 e R$ 7,87/100 kWh no patamar 2).
O valor extra cobrado na bandeira amarela deste mês corresponde a um custo adicional que incide proporcionalmente sobre o consumo registrado na fatura.
Quem mais sente o impacto
O efeito é proporcional ao consumo. Famílias com gasto baixo de energia terão aumento discreto, mas consumidores residenciais de maior consumo — por exemplo, com aquecedores elétricos, ar-condicionado em uso intensivo ou equipamentos de alta potência — podem verificar acréscimos expressivos na fatura. Pequenas e médias empresas, indústrias e comércios também sentirão o efeito conforme o perfil de consumo.
Dicas para evitar surpresas
Especialistas e órgãos reguladores recomendam medidas simples para reduzir o impacto na conta:
-Reduzir o uso de aparelhos de alto consumo nos horários de pico.
-Regular a temperatura de ar-condicionado e evitar uso contínuo.
-Trocar lâmpadas incandescentes por LED.
-Desligar equipamentos em stand-by e desconectar carregadores.
-Usar a lava-louças e a máquina de lavar em ciclos cheios e horários de menor demanda.
Se possível, negociar tarifa branca com a distribuidora (exige acompanhamento do consumo por faixa de horário).
Perspectiva para os próximos meses
A Aneel sinaliza que a bandeira é revisada mensalmente, conforme a evolução dos níveis dos reservatórios e a expectativa hidrológica. Caso volte a chover em volume suficiente e a geração hidráulica se recupere, a bandeira pode ser alterada para verde.
Por ora, a previsão de estiagem para grande parte do inverno mantém pressão sobre a matriz elétrica e justifica a permanência da bandeira amarela.
Alerta ao consumidor
Consumidores precisam ficar atentos: mesmo um aumento aparentemente pequeno por 100 kWh pode resultar em contas substancialmente maiores para quem consome muito.
Revisar hábitos de uso e acompanhar sua fatura com atenção ajudam a minimizar o impacto financeiro enquanto a condição hidrológica do país não se normaliza.
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