A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2. Os produtos são indicados para pacientes que não conseguem controlar adequadamente a doença ou que apresentam contraindicação ou intolerância ao uso da metformina.
De acordo com a Agência Brasil, os novos medicamentos foram autorizados para uso como complemento à alimentação equilibrada e à prática de atividades físicas. Popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”, também podem contribuir para a perda de peso, embora a indicação aprovada seja o tratamento do diabetes tipo 2.
Os medicamentos registrados são Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema. As autorizações constam nas Resoluções nº 2.941 e nº 2.942, publicadas no DOU (Diário Oficial da União) desta quarta-feira (29).
Segundo a Anvisa, os produtos foram registrados por comparação com o medicamento biológico Ozempic e utilizam como princípio ativo a semaglutida produzida por via sintética. A substância é um análogo do GLP-1 (Peptídeo Semelhante ao Glucagon-1), hormônio que estimula a produção de insulina e auxilia no controle da saciedade.
A agência informou que este é o maior volume de aprovações já concedido para medicamentos agonistas do receptor de GLP-1. Ainda conforme o órgão, cerca de 68% dos pedidos de registro de medicamentos sintéticos voltados ao tratamento da obesidade e do diabetes protocolados atualmente envolvem esse tipo de substância.
Alerta sobre golpes
Ainda nesta quarta-feira, a Anvisa reforçou que sua função é apenas autorizar o registro e a comercialização legal dos medicamentos, não realizando qualquer tipo de venda direta ao consumidor. Por isso, pontuou que são falsas as publicações que circulam na internet afirmando que a agência comercializa canetas emagrecedoras ou outros medicamentos.
A orientação é que anúncios desse tipo sejam denunciados por meio da plataforma Fala.BR.
Retatrutida ainda não foi aprovada
A Retatrutida, medicamento em desenvolvimento pela farmacêutica Eli Lilly, ainda não recebeu autorização para uso ou comercialização em nenhum país. Segundo a Anvisa, o produto permanece em fase de pesquisa clínica e sequer teve pedido de registro protocolado no Brasil ou em qualquer outra agência reguladora internacional. Apesar disso, versões irregulares têm sido comercializadas ilegalmente em sites e redes sociais, sendo apreendidas pelas autoridades nas fronteiras brasileiras.
O órgão alerta que o consumo de medicamentos sem registro e de origem desconhecida pode representar sérios riscos à saúde.
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