A AEUNAS (Associação dos Estudantes Universitários de Nova Alvorada do Sul) afirmou nesta terça-feira (19) que a investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul sobre suposto desvio de recursos do transporte universitário se refere à gestão anterior da entidade.
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A manifestação ocorreu após a deflagração da Operação Rota Desviada, conduzida pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).
Segundo o MPMS, a investigação apura possíveis irregularidades no uso de recursos públicos destinados ao transporte de estudantes universitários do município.
De acordo com o Ministério Público, os recursos teriam sido desviados por meio de transferências que beneficiariam servidores públicos e integrantes do Poder Legislativo municipal.
Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em cidades de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.
Em nota, a atual diretoria da AEUNAS afirmou que os fatos investigados ocorreram antes da posse da atual gestão e ressaltou que não possui acesso aos autos por causa do sigilo judicial.
“A atual gestão da AEUNAS reitera, de forma inequívoca, que não possui qualquer envolvimento com as supostas irregularidades eventualmente investigadas”, diz trecho da nota.
A entidade também informou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e afirmou que os serviços prestados aos universitários continuam normalmente.
Confira a nota da AEUNAS na íntegra:
“A Associação dos Estudantes Universitários de Nova Alvorada do Sul – AEUNAS, por intermédio de sua atual Diretoria Executiva, vem a público, em atenção aos recentes fatos noticiados pela imprensa e relativos à operação deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC) do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS), prestar os seguintes esclarecimentos:
I. Do Sigilo e do Conhecimento dos Fatos
Inicialmente, cumpre destacar que as investigações em curso tramitam sob sigilo de justiça, conforme preceitua o ordenamento jurídico pátrio (Art. 5º, inciso LX, da Constituição Federal). Dessa forma, a AEUNAS, assim como o público em geral, não detém acesso integral aos autos ou informações pormenorizadas sobre o teor das diligências, limitando-se ao conhecimento do que foi oficialmente divulgado pelos órgãos de controle.
II. Da Delimitação Temporal e Administrativa
É imperativo esclarecer que os fatos objeto da referida investigação referem-se a um lapso temporal anterior à posse da atual gestão. Portanto, as condutas sob escrutínio não guardam qualquer relação com os atos administrativos, financeiros ou institucionais praticados pela diretoria que hoje conduz a Associação.
III. Da Ausência de Envolvimento da Atual Gestão
A atual gestão da AEUNAS reitera, de forma inequívoca, que não possui qualquer envolvimento com as supostas irregularidades eventualmente investigadas. Pautamos nossa atuação pelos princípios da transparência, da legalidade e da estrita defesa dos interesses dos estudantes universitários de Nova Alvorada do Sul.
IV. Da Colaboração com a Justiça
Em observância ao dever cívico e institucional, a AEUNAS coloca-se à inteira disposição das autoridades constituídas e dos órgãos fiscalizadores para colaborar com as investigações no que for necessário. Nosso compromisso é com a verdade real e com o esclarecimento célere de quaisquer dúvidas que possam recair sobre a instituição.
Por fim, a Associação reafirma o não prejuízo da continuidade dos serviços e do apoio prestado aos nossos associados. A AEUNAS permanece firme em seu propósito de representar e apoiar o estudante universitário, mantendo-se vigilante e transparente em todas as suas ações.
Atenciosamente,
LUIS FILHO DA CUNHA FARIAS
Presidente da AEUNAS
Nova Alvorada do Sul – MS, 19 de maio de 2026.
JOÃO VÍTOR POSTIGO SOARES
Advogado OAB/MS 30.350”
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