Roger Machado disse que as lesões de Lucas e Alan mudaram o contexto do empate do São Paulo com o Bahia. (Foto: Rubens Chiri)O técnico Roger Machado apontou as lesões como fator central para o empate do São Paulo por 2 a 2 com o Bahia, neste domingo, e afirmou que os problemas físicos mudaram o cenário da partida na reta final. Depois de ver o time abrir vantagem duas vezes e sofrer o gol de empate no apagar das luzes, o treinador classificou o resultado como frustrante pelo contexto do jogo.
Na avaliação do comandante, o São Paulo produziu o suficiente para sair com a vitória, sobretudo no início do segundo tempo, quando teve chances de ampliar o placar. Para ele, no entanto, a sequência de baixas comprometeu o desempenho da equipe nos minutos decisivos.
“É frustrante pelo contexto da partida. A gente saiu na frente, sofreu o empate e voltou à frente novamente. Criamos chances para definir o jogo, principalmente na abertura do segundo tempo”, afirmou.
Roger disse que a partida mudou de desenho quando o time passou a conviver com as limitações físicas dentro de campo. Segundo ele, a lesão de Lucas e o problema enfrentado por Alan Franco afetaram diretamente a capacidade de reação do São Paulo no fim.
“O jogo mudou quando faltavam cerca de 20 minutos. Tivemos a lesão do Lucas, depois o Alan também. Ficamos com 10 jogadores, mas na prática com menos um, porque o Alan ficou no sacrifício. Isso pesa muito”, declarou.
Mesmo com o tropeço, o técnico valorizou a postura do elenco diante das dificuldades. Para Roger, o comportamento coletivo da equipe em um cenário adverso pode ter peso ao longo da temporada, especialmente para um time que pretende seguir competitivo na parte de cima da tabela.
“A gente lamenta, porque criou o suficiente para vencer, mas tem que valorizar o esforço dos atletas. Esse é um ponto que lá na frente pode fazer diferença. O grupo se doou muito, competiu, se ajudou dentro de campo. É isso que fortalece quem quer brigar por algo maior”, disse.
O treinador também comentou a situação dos jogadores que deixaram a partida com problemas físicos e tratou o caso de Lucas Moura como o mais delicado. O meia voltou recentemente após período afastado e agora será submetido a exames.
“O Alan vai ser reavaliado. O caso do Lucas é mais preocupante, ele vai para o hospital para exames. Achei que tinha sido falta, mas parece que torceu sozinho o tornozelo. Vamos torcer para não ser algo mais grave”, afirmou.
Ao fim da entrevista, Roger voltou a destacar que a competitividade precisa ser uma marca constante da equipe, mesmo em jogos nos quais o rendimento técnico oscila. Para ele, a entrega coletiva exibida diante do Bahia é um elemento que o São Paulo precisa preservar.
“Cada jogo precisa ser assim. Queremos jogar bem, mas competir é o que faz o grupo se unir. Quem começou fez o gol, quem entrou também ajudou. Esse tipo de entrega é o que a gente precisa manter”, concluiu.
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