Neymar voltou a ter sequência no Santos, mas sua ida à Copa de 2026 depende também de banco e bastidores. – (Foto: Imagem Ilustrativa/A Crítica)Neymar tem lugar na Copa do Mundo de 2026 na visão de Roberto Rivellino, mas não necessariamente entre os titulares. Campeão mundial com a seleção brasileira em 1970, o ex-jogador afirmou que levaria o atacante do Santos para o torneio pela capacidade de decidir partidas, embora entenda que o cenário atual exige um papel mais controlado dentro do grupo. A avaliação surge na reta final antes da convocação oficial dos 26 nomes do Brasil para o Mundial.
Ao comentar o assunto em evento em São Paulo, Rivellino deixou claro que ainda enxerga no camisa santista um diferencial raro no futebol brasileiro. “É um jogador que faz a diferença. Mas ele jogou já três Copas e não fez, quando estava bem. Hoje, há uma necessidade. Hoje nós temos bons jogadores, ótimos, mas não tem um Neymar. Igual ao Neymar não tem quase há 16 anos, foi o último que o Brasil criou”, disse. Na sequência, ele detalhou como trataria o tema se estivesse no comando da seleção: “É um jogador que eu, se fosse o Ancelotti, poderia levar, mas tem que ser muito aberto com ele. Falar: ‘Você não é o titular, vai jogar na hora que eu quiser, vai tentar resolver um problema nosso’. Deixaria bem claro. Se ele quiser ou não. Tem que saber se ele quer”.
Rivellino também comparou o atual momento da seleção com outras gerações que, segundo ele, tinham atletas capazes de resolver jogos com mais frequência. “Nós tivemos, em 1994, dois jogadores que resolviam o nosso problema, que era o Bebeto, que, se não resolvesse, o Romário resolvia. Certo? Aí depois tivemos três jogadores que resolviam o nosso problema, que eram o Ronaldo, o Ronaldinho e o Rivaldo. Então hoje, infelizmente, a gente vê uma seleção, claro, forte, com excelentes jogadores, mas a gente não vê aquele que vai pegar a bola e vai resolver o problema.” Para o ex-meia, é justamente essa falta que mantém Neymar no radar, mesmo sem garantia de vaga entre os 11 iniciais.
A convocação final da seleção brasileira será anunciada na segunda-feira, em evento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. De acordo com o cenário apresentado, o nome de Neymar ganhou força com Carlo Ancelotti por dois fatores: o desempenho do jogador com a camisa do Santos e a necessidade de atletas mais experientes no elenco.
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