Leopoldo Luque se declarou inocente no julgamento que apura a morte de Diego Maradona. (Foto: Stringer)Leopoldo Luque, médico que acompanhava Diego Maradona quando o ídolo argentino morreu, declarou nesta quinta-feira, 16, que é inocente no julgamento da morte de Maradona. Neurocirurgião e chefe da equipe que atendia o ex-jogador, ele responde ao processo ao lado de outros seis profissionais de saúde.
“Sou inocente e lamento muito sua morte”, afirmou Luque, no primeiro depoimento desta nova fase do julgamento na Argentina. Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, enquanto se recuperava em internação domiciliar após uma cirurgia na cabeça. A causa da morte foi uma crise cardiorrespiratória associada a edema pulmonar.
Os sete acusados respondem por homicídio com dolo eventual, quando há entendimento de que os envolvidos tinham consciência de que suas condutas poderiam levar à morte. A pena pode chegar a 25 anos de prisão. Todos negam culpa.
O depoimento de Luque acabou mudando a dinâmica da sessão. Como ele pediu para falar de forma inesperada, testemunhas previstas para esta quinta-feira, entre elas Gianinna Maradona, filha do ex-jogador, tiveram os depoimentos suspensos.
Durante a fala, o médico contestou trechos da autópsia e rejeitou a conclusão de que Maradona tenha passado cerca de 12 horas em agonia antes de morrer. “Estou completamente seguro de que isso não aconteceu”, disse.
Luque também questionou pontos do laudo que tratam do peso do coração de Maradona e da presença de edema agudo de pulmão. Ao rebater a interpretação do exame, afirmou que houve tentativas de reanimação mesmo após a constatação da morte.
O neurocirurgião ainda disse que não foi o responsável pela cirurgia de hematoma na cabeça e afirmou que também não era o médico de Maradona em 2007, período em que, segundo ele, o ex-jogador deixou de receber medicação cardíaca.
Este é o primeiro depoimento do novo julgamento sobre a morte de Maradona. O processo anterior havia sido anulado no ano passado após um escândalo envolvendo uma juíza, destituída depois da autorização de um documentário clandestino sobre o caso.
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