Após pouco mais de 20 meses, Rebeca Andrade voltou a competir na última quarta-feira (17) no Pan-Americano de ginástica artística. A ginasta ganhou a medalha de prata na prova por equipes com a seleção brasileira. Rebeca competiu apenas no salto, sua principal especialidade. E parecia até que nem tinha ficado mais de um ano sem competir. A campeã olímpica mostrou um nível de execução espetacular para tirar as maiores notas do dia no aparelho.
Com boa memória muscular, Rebeca Andrade recupera boa forma nos saltos
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Rebeca Andrade competiu apenas em um aparelho: o salto sobre a mesa. A ginasta teve que esperar até o final da competição para se apresentar. Mas fechou a performance do Brasil com chave de ouro. “Estou muito orgulhosa dessa equipe, das meninas e de mim. Não é fácil você fazer só um aparelho. Você fica na sua cabeça pensando: ‘será que eu aqueci direito’. Mas deu tudo certo. O objetivo principal foi concluído. Muito feliz pelas meninas que pegaram final e muito orgulhosa de mim pelo meu retorno da maneira que ele foi.
Execução excelente
Mesmo ficando mais de um ano sem competir, Rebeca Andrade voltou com o nível de execução que é sua marca registrada. A memória muscular ajudou a ginasta a recuperar os saltos rapidamente e a fazê-los com maestria. “O maior trabalho é o de manter a confiança. Como a memória muscular é boa, os movimentos vêm mais fácil e eu não tenho problema para voltar a fazer. Em relação à limpeza, na hora da competição eu só penso em fazer o meu melhor, eu junto minhas mãos e só peço a Deus que me proteja.”
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Os saltos que Rebeca Andrade fez no Pan-Americano não foram os mais difíceis no seu arsenal. A expectativa da ginasta é tentar recuperar nos próximos meses o Cheng, salto que a fez se tornar campeã olímpica e mundial no aparelho. “Eu acredito que consigo. Vou treinas nos quatro, cinco meses até o Mundial. E com muito trabalho espero conseguir”, finalizou.
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