Entidades do esporte brasileiro discutem estratégia para fortalecer a candidatura do futsal ao programa olímpico. (Foto: Mariana Sá)A articulação para colocar o futsal nas Olimpíadas ganhou um novo capítulo nesta semana. Em reunião realizada na quarta-feira (27), na sede do Comitê Olímpico do Brasil, no Rio de Janeiro, representantes de CBF, COB, Liga Nacional de Futsal e Confederação Brasileira de Futsal discutiram estratégias para buscar o apoio da Conmebol à proposta de inclusão da modalidade no programa olímpico.
A ideia das entidades é fortalecer o grupo de trabalho que já vem tratando do tema e dar mais peso político ao movimento junto ao Comitê Olímpico Internacional. A avaliação é que a entrada da Conmebol pode ampliar o respaldo institucional da proposta, especialmente dentro de uma região com tradição e resultados expressivos no futsal.
Em outubro do ano passado, o presidente do COB, Marco Antônio La Porta, havia dito que a entidade pretendia liderar essa discussão ao lado da CBF e defendido que o futsal tem espaço para estar nos Jogos Olímpicos. Agora, a movimentação avança para tentar transformar esse discurso em articulação prática.
O argumento esportivo também pesa. O Brasil aparece na liderança do ranking masculino de futsal da Fifa, atualizado em 8 de maio de 2026, enquanto a Argentina ocupa a quarta posição. A presença das duas seleções entre as mais fortes do mundo reforça o peso da América do Sul no cenário da modalidade.
Além de Brasil e Argentina, a região ainda conta com outros representantes entre os 30 melhores do ranking da Fifa, como Venezuela, Paraguai, Colômbia e Uruguai. Esse cenário sustenta a leitura de que o continente tem relevância técnica e competitiva para participar mais ativamente da campanha por futsal nas Olimpíadas.
Na Copa do Mundo de Futsal de 2024, Brasil e Argentina fizeram a final, vencida pela seleção brasileira, que conquistou o hexacampeonato. O desempenho ajuda a embasar o discurso de que a modalidade reúne tradição, alcance internacional e competitividade suficiente para pleitear espaço olímpico.
Por enquanto, a discussão segue em fase de articulação institucional. O próximo passo das entidades brasileiras é tentar ampliar alianças e consolidar uma proposta estratégica que ganhe força política fora do país. Mais do que defender a presença de uma modalidade popular, o movimento busca transformar o peso histórico do futsal em argumento para enfim levá-lo ao palco olímpico.
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