A cinebiografia Michael, dirigida por Antoine Fuqua e lançada nesta quinta-feira (23) nos cinemas brasileiros, estreou cercada por uma divisão clara entre crítica e público. Enquanto a recepção da imprensa especializada tem sido majoritariamente negativa, os espectadores vêm reagindo de forma bem mais favorável ao longa sobre Michael Jackson.
No Rotten Tomatoes, um dos principais agregadores de resenhas do cinema, o filme aparece com 38% de aprovação da crítica, com base em 150 avaliações profissionais. Esse índice coloca a produção na faixa classificada como “podre”, a pior do site. Segundo o consenso reunido pela plataforma, o longa funciona como uma espécie de coletânea de grandes momentos da carreira do artista, mas falha ao oferecer profundidade suficiente para compreender melhor seu legado.
A avaliação negativa se repete em outro agregador importante, o Metacritic, onde o filme soma 38 pontos de 100, com base em 43 críticas. O desempenho reforça a leitura de que a produção não convenceu boa parte da mídia especializada no exterior.
Do lado do público, porém, o cenário é completamente diferente. No próprio Rotten Tomatoes, a aprovação dos espectadores chegou a 95%, índice superior ao de produções de grande repercussão como Oppenheimer, Avatar: O Caminho da Água e Parasita, citadas no texto original como base de comparação. No IMDb, onde usuários atribuem notas de zero a 10, Michael alcançou média de 7,6, com 72% dos avaliadores dando nota 8 ou mais.
A diferença de percepção ajuda a explicar a repercussão do longa. A crítica parece cobrar uma abordagem mais profunda e menos superficial da trajetória do cantor, enquanto o público demonstra maior adesão ao apelo musical e à experiência emocional do filme. É esse contraste que vem impulsionando o debate em torno da produção desde a estreia.
O texto também lembra que o Rotten Tomatoes não funciona como uma média tradicional de notas, mas como um termômetro de aprovação. O site classifica os filmes de acordo com o percentual de críticas positivas, separando-os entre “podre”, “fresco” e “certificado como fresco”. No caso do público, a lógica é semelhante, mas baseada em avaliações feitas por usuários cadastrados.
Escrito por John Logan, Michael acompanha as primeiras décadas da vida de Michael Jackson, desde a infância no Jackson 5 até o auge da carreira no fim dos anos 1980. O cantor é interpretado por Jaafar Jackson, sobrinho do artista. O elenco também inclui Colman Domingo, no papel de Joe Jackson, além de Miles Teller, Nia Long, Larenz Tate e Kendrick Sampson.
A recepção dividida indica que o filme deve seguir no centro das discussões, não só pelo peso do nome retratado, mas pela distância entre o olhar da crítica e a resposta do público nas primeiras horas de exibição.
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