O cantor Amado Batista foi condenado a pagar cerca de R$454 mil a pais de criança que se afogou em uma de suas fazendas, em Goiás (Foto: amadobatista via Instagram/Reprodução)
Quatro anos após a morte de uma criança de três anos em um sítio em Goiás, o cantor Amado Batista foi condenado pela Justiça a pagar R$ 453,8 mil aos pais do menino. O caso ocorreu em 2022, quando a criança se afogou na piscina da propriedade onde os pais trabalhavam como caseiros.
Além da indenização fixada em valor único, a decisão também determina o pagamento de pensão mensal, que começa a ser calculada a partir da data em que a vítima completaria 14 anos. O benefício corresponde a dois terços de 70% do salário mínimo vigente até os 25 anos de idade. Depois disso, o valor será reduzido para um terço de 70% do salário mínimo, até a morte dos pais ou até a expectativa de vida estabelecida pelo IBGE em 2022.
De acordo com os pais da criança, durante a contratação eles teriam solicitado ao gerente da propriedade a instalação de grades de proteção na área da piscina, já que os filhos não sabiam nadar. O pedido, segundo a versão apresentada, não teria sido atendido. A defesa do cantor e do gerente nega que qualquer solicitação nesse sentido tenha sido feita.
A sentença também reconhece culpa concorrente dos pais, sob o entendimento de que havia dever de vigilância sobre a criança no momento do acidente. A mãe relatou que se ausentou por alguns minutos para ir ao banheiro quando o afogamento ocorreu.
A criança chegou a ser socorrida e levada a um hospital em Terezópolis de Goiás, a cerca de 15 minutos da propriedade, mas não resistiu.
Em nota, a defesa do cantor afirmou que discorda da decisão e que irá recorrer. O advogado Maurício Vieira de Carvalho Filho sustenta que não há provas de que tenha sido feito pedido prévio de proteção da piscina e afirma que houve cerceamento de defesa, após indeferimento de prova pericial sobre as condições de segurança do imóvel.
A defesa também argumenta que a decisão reconheceu falha de vigilância no momento do acidente e afirma que confia na revisão da sentença pelas instâncias superiores.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias do Mídia MS no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.







