Uso de canetas para obesidade já começa a alterar o consumo e leva supermercados a rever estratégias. – (Foto: Freepik)O avanço das chamadas canetas para obesidade já começou a provocar reflexos fora dos consultórios e chegou às prateleiras dos supermercados. O setor varejista passou a observar mudanças no comportamento de compra dos consumidores e agora avalia como adaptar o mix de produtos a essa nova realidade. A avaliação é da Associação Brasileira de Supermercados, que vê o movimento ainda em fase inicial, mas suficiente para acender o sinal de atenção sobre o impacto dessas medicações nos hábitos de consumo.
Segundo o vice-presidente da entidade, Marcio Milan, os supermercados acompanham de perto como os clientes estão mudando suas escolhas e já buscam dados para orientar decisões sobre portfólio e sortimento. A leitura do setor é que o uso das canetas, associado à busca por saúde e bem-estar, pode influenciar diretamente o padrão de compra, ainda que os efeitos mais concretos estejam apenas começando a aparecer.
Ao mesmo tempo, o consumo nos lares brasileiros seguiu em alta em março. De acordo com os dados apresentados, houve crescimento de 3,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado e avanço de 6,21% em relação a fevereiro. No trimestre, a alta acumulada chegou a 1,92%. Esse desempenho foi puxado por fatores como a antecipação de compras para a Páscoa, além da maior circulação de renda com pagamentos de benefícios e restituições.
Apesar do cenário mais favorável para o consumo, o setor segue atento à pressão de custos. A cesta de 35 produtos de largo consumo subiu 2,20% em março, passando de R$ 802,88 para R$ 820,54. Já a cesta de 12 itens básicos teve alta de 2,26%, saindo de R$ 336,80 para R$ 344,40. Para os próximos meses, a preocupação está concentrada em fatores como frete, clima, oferta e custos logísticos, que podem continuar pressionando os preços dos alimentos.
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