Tesouro Nacional apontou falta de informações em pedido do DF para socorrer o BRBO pedido do Governo do Distrito Federal para obter garantia da União em um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao BRB ainda nem entrou, de fato, na fase de análise técnica do Tesouro Nacional. Segundo o secretário do Tesouro, Daniel Leal, faltam informações no material enviado pelo GDF, além de o ofício ter sido encaminhado de forma inadequada ao Ministério da Fazenda.
A declaração foi dada nesta quarta-feira, (29), depois de o governo distrital formalizar o pedido de ajuda ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tentar viabilizar a capitalização do Banco de Brasília, abalado pelos desdobramentos do caso Master.
De acordo com Leal, o documento chegou ao gabinete do ministro da Fazenda, mas não foi protocolado pelo sistema correto. Por isso, além de estar incompleto, o pedido ainda precisará seguir o rito burocrático exigido para esse tipo de operação. “Estão faltando várias informações para ser analisado aqui dentro do Tesouro”, afirmou.
O secretário explicou que, quando o processo for reapresentado da forma adequada, a operação poderá ser examinada normalmente. Nesse tipo de análise, o Tesouro leva em conta fatores como capacidade de pagamento, nível de endividamento, custo da operação e espaço fiscal.
Hoje, porém, o cenário do DF impõe outro obstáculo. A nota de capacidade de pagamento do governo distrital é C, e operações com garantia da União exigem adesão ao Plano de Promoção ao Equilíbrio Fiscal. Esse caminho, no entanto, também esbarra no calendário, já que 2026 é ano eleitoral, o que impede esse tipo de medida.
Na prática, isso significa que o socorro pedido pelo Distrito Federal não tem, neste momento, caminho livre para ser autorizado. Mesmo que toda a documentação seja corrigida, a avaliação ainda dependerá do cumprimento das exigências fiscais e legais.
O governo do DF tenta levantar recursos para evitar uma crise maior no BRB. Segundo as investigações, o banco acumula um rombo estimado em R$ 8,8 bilhões após operações fraudulentas com o Banco Master. A instituição também deixou de publicar o balanço de 2025 dentro do prazo legal, encerrado em 30 de março, e trabalha com a meta de resolver a situação até o fim de maio.
Antes disso, o ex-governador Ibaneis Rocha havia tentado um empréstimo de R$ 4 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos, sem sucesso. A avaliação dentro do mercado é que, para continuar operando, o BRB precisa de pelo menos R$ 6,6 bilhões em recursos novos no patrimônio.
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