Painel “MS atrativo para grandes empresas” trouxe debate sobre desenvolvimento localO diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Arauco, Theófilo Militão, afirmou nesta sexta-feira (22), em Campo Grande, que o Projeto Sucuriú, em implantação no município de Inocência, ajuda a mostrar por que Mato Grosso do Sul tem atraído grandes investimentos industriais.
A declaração foi feita durante o painel “MS atrativo para grandes empresas”, promovido pelo LIDE Mato Grosso do Sul dentro da programação do Know How Experience. O debate também teve participação do ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do estado, Jaime Verruck.
Segundo Militão, o projeto, que prevê investimento de US$ 4,6 bilhões, vai além da construção da fábrica e já tem impacto sobre a economia local. “Um projeto dessa dimensão não movimenta apenas a indústria. Ele movimenta o comércio, a hotelaria, a alimentação, o transporte, os serviços e toda a economia que está ao redor”, afirmou.
De acordo com o executivo, a obra reúne atualmente cerca de 400 empresas, das quais aproximadamente 180 são sul-mato-grossenses. Para ele, um dos desafios é fazer com que os efeitos econômicos do empreendimento permaneçam no estado mesmo após a fase de implantação.
“A nossa preocupação é que esse desenvolvimento não passe pelo Estado apenas durante a obra. Queremos que ele fique, que fortaleça empresas locais, prepare fornecedores e gere novas oportunidades”, disse.
Theófilo Militão destaca que Projeto Sucuriú agrega desenvolvimento também aos empreendimentos locais
Militão afirmou ainda que o período pós-obra precisa ser planejado para que o crescimento gerado pelo investimento se transforme em desenvolvimento de longo prazo. Segundo ele, esse processo depende também da articulação com instituições de capacitação e apoio aos negócios.
“A fábrica entra em operação, mas a economia precisa continuar girando”, declarou.
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. A planta está sendo construída em uma área de 3.500 hectares, a cerca de 50 quilômetros do centro de Inocência, com capacidade prevista de produção de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano. A previsão de operação é para o fim de 2027.
Segundo a empresa, durante as obras o projeto deve gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do início da operação, a estimativa é de cerca de 6 mil empregos nas áreas industrial, florestal e de logística.
No debate, Jaime Verruck afirmou que Mato Grosso do Sul vem se consolidando como destino de grandes empresas e ampliando oportunidades de emprego, renda e empreendedorismo. Para os participantes, fatores como ambiente de negócios, articulação institucional e promoção do estado têm ajudado a atrair novos investimentos.
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