O governo federal barrou 27 empresas que atuavam no chamado mercado de predições, após concluir que o modelo funcionava, na prática, como uma forma disfarçada de aposta. A medida foi divulgada nesta sexta-feira, 24 de abril de 2026, pelo Ministério da Fazenda.
Segundo o governo, essas plataformas se apresentavam como operações ligadas ao mercado de derivativos, mas ofereciam apostas de “sim ou não” sobre acontecimentos variados, incluindo resultados de eleições e até conflitos internacionais. Quando o palpite dava certo, o usuário recebia dinheiro.
A avaliação da equipe econômica foi de que esse tipo de operação tentava escapar das regras impostas às bets no Brasil, sem cumprir as mesmas exigências legais e regulatórias.
No mesmo dia, uma resolução do Conselho Monetário Nacional passou a permitir que esse tipo de empresa atue somente no mercado de derivativos ligados a índices financeiros e econômicos. Na prática, a decisão inviabiliza plataformas que operavam com previsões sobre temas políticos, militares, esportivos e outros eventos.
Veja a lista das empresas barradas:
• Cravei
• Eu Já Sabia
• Fanatics Markets
• Futuriza
• Hedgehog Markets
• IBKR ForecastTrader
• Kalshi
• MercadoPred
• Novig
• OG Prediction Markets
• Palpitada
• Palpitano
• Palpita
• Pliks
• PolySwipe
• Polymarket
• PRÉVIAS
• PRED Exchange
• Predict.fun
• PredictIt
• Previsão
• ProphetX
• Robinhood
• Ruckus Market
• Stride
• Véspera
• Voxfi
A decisão fecha uma brecha usada por plataformas que tentavam se afastar da imagem de casas de apostas, embora operassem com lógica semelhante. O entendimento do governo é que, independentemente do nome adotado, esse tipo de serviço se enquadra como aposta e não pode funcionar fora das regras do setor.
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