GDF negocia no STF uma operação de crédito para socorrer o BRB após o impacto financeiro ligado ao caso Master. (Foto: Oédson Alves/Agência Brasil)O governo do Distrito Federal negocia uma operação de crédito para socorrer o BRB após o rombo associado às operações com o Banco Master. A articulação ocorre no Supremo Tribunal Federal e envolve o Ministério da Fazenda, a Advocacia-Geral da União, o Fundo Garantidor de Créditos e um sindicato de bancos públicos e privados, mas sem garantia direta da União.
A discussão avançou nesta terça-feira (26), após reunião no STF. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, já foram definidos parâmetros para tentar concluir a conciliação nos próximos dias. A ideia em debate é que o GDF contrate um empréstimo com apoio do FGC e aval de bancos, oferecendo contragarantias do próprio Distrito Federal.
Hoje, o DF tem classificação C na Capacidade de Pagamento, a Capag, o que impede o governo federal de conceder garantia ao empréstimo. Por isso, uma das saídas em construção é flexibilizar regras do plano de ajuste fiscal do DF para permitir uma operação acima do limite atual de R$ 900 milhões.
O valor buscado pelo Distrito Federal chega a R$ 6,6 bilhões. A intenção é usar esses recursos para recompor o caixa do BRB e cobrir o impacto deixado pelo caso Master. Na ação levada ao Supremo, o GDF pediu que a União deixe de exigir a Capag como condição para o aval e também solicitou a suspensão dos efeitos da nota atual atribuída ao Distrito Federal.
Durigan afirmou que a situação do banco é grave e disse que as tratativas exigem compromisso com correção de erros, responsabilidade fiscal e apuração das irregularidades. Segundo ele, uma nova reunião foi marcada para quinta-feira (28), quando o acordo deverá ser finalizado ou ao menos alinhado em seus pontos principais. O ministro também disse que eventuais recursos recuperados pelas investigações poderão ajudar a recompor os cofres do DF e do próprio BRB.
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