Paulo Pereira disse que o Desenrola para empresas amplia o acesso ao crédito com juros menores e prazo maior para pagamento. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)O Desenrola para empresas soma mais de R$ 8 bilhões em contratações e cerca de 65 mil operações desde o lançamento, em maio. O balanço foi apresentado nesta quinta-feira (28) pelo ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, que destacou o programa como uma alternativa para melhorar a situação financeira de pequenos e médios negócios.
Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC, Paulo Pereira afirmou que a proposta do governo é ampliar o acesso ao crédito para empresas que, em geral, encontram dificuldade para conseguir financiamento no mercado. Segundo ele, o entrave costuma estar na falta de garantias e nos juros elevados cobrados pelas instituições financeiras.
“As pequenas e médias empresas têm muita dificuldade de ter um empréstimo porque elas não têm patrimônio e não tem como garanti-lo. Quando elas conseguem um empréstimo no banco são a juros altíssimos. Então, o governo brasileiro garante o empréstimo para as pequenas e médias empresas e diz para o banco: ‘se a empresa não pagar, pago eu’”, explicou o ministro, ao citar a atuação do Fundo de Garantia de Operações (FGO).
Pelas regras apresentadas, o Desenrola para empresas permite a renegociação e a liquidação de operações de crédito já existentes, inclusive contratos feitos na própria instituição financeira, dentro de linhas como Pronampe e Procred 360. O objetivo é dar fôlego ao caixa das empresas e criar condições mais favoráveis de pagamento.
Paulo Pereira afirmou que os beneficiários podem encontrar juros mais baixos, dois anos de carência e até oito anos para quitar o débito. Segundo ele, o empreendedor deve procurar seu banco, público ou privado, e informar o interesse em acessar a modalidade vinculada ao programa.
Segundo ele, o Novo Desenrola Brasil para pessoa física pode ajudar trabalhadores que atuam por conta própria e enfrentam dívidas caras, como cartão de crédito, a reorganizar a vida financeira e voltar a investir no próprio negócio.
No caso das negociações de pessoa física, os descontos podem variar entre 30% e 90%, com juros limitados a 1,99% ao mês e possibilidade de uso do FGTS.
Paulo Pereira também falou sobre o programa Contrata + Brasil, criado para aproximar pequenos empreendedores do poder público. A proposta é conectar prestadores de serviço a órgãos públicos e ampliar oportunidades de renda.
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