A nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, aumentou a pressão sobre o senador Ciro Nogueira e abriu espaço para que a senadora Tereza Cristina assuma o comando nacional do Progressistas (PP).
Segundo informações de bastidores em Brasília, lideranças do Centrão avaliam que a permanência de Ciro na presidência da legenda se tornou politicamente desgastante após o avanço das investigações envolvendo o Banco Master.
A PF apura suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e pagamentos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro. Conversas interceptadas pela investigação mencionam repasses mensais que chegariam a R$ 500 mil destinados ao senador.
Diante da repercussão do caso, aliados do partido passaram a defender uma mudança temporária no comando da sigla para reduzir impactos políticos em ano eleitoral. Com isso, cresce a possibilidade de Tereza Cristina assumir interinamente a presidência nacional do PP.
Nos bastidores, a eventual ascensão da senadora também é vista como um reforço ao projeto político dela de disputar a presidência do Senado no biênio 2027-2028.
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