Antecipação do 13º do INSS será paga em abril e maio para 35,2 milhões de beneficiários (Foto: INSS/divulgação)A antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS voltou ao centro da política econômica do governo federal em meio ao avanço da inadimplência entre idosos. Oficializada há cerca de um mês pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a medida vai injetar R$ 78 bilhões na economia, divididos em duas parcelas pagas em abril e maio a 35,2 milhões de beneficiários.
Tradicionalmente depositado no segundo semestre, entre agosto e novembro, o abono foi trazido para o primeiro semestre com a justificativa de aliviar o orçamento dos segurados e ampliar a circulação de recursos em um momento de pressão financeira sobre as famílias. Cada parcela terá custo estimado em R$ 39 bilhões aos cofres públicos.
A decisão ocorre em um cenário de endividamento recorde. Segundo o texto, o comprometimento das famílias com dívidas chegou a 80,4% em março, o que levou o tema a entrar no radar do governo. Internamente, a equipe federal também discute a criação de um novo programa de renegociação de dívidas.
Os dados mais recentes da Serasa Experian mostram avanço expressivo da inadimplência entre brasileiros com mais de 60 anos. O número de idosos com contas em atraso passou de 9,2 milhões em janeiro de 2019 para 15,9 milhões em janeiro de 2026, uma alta de 73% no período. Na comparação com janeiro do ano passado, o total subiu de 14,1 milhões para 15,9 milhões, crescimento de 1,8 milhão de pessoas em 12 meses.
Têm direito ao 13º os segurados que receberam em 2026 benefícios como aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, salário-maternidade e auxílio-reclusão. Já os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada e da Renda Mensal Vitalícia ficam fora do pagamento adicional.
Dados da folha de fevereiro do Ministério da Previdência Social apontam que 23,3 milhões de benefícios, o equivalente a 66,2% do total, têm valor de até um salário mínimo, hoje em R$ 1.621. Outros 11,9 milhões estão acima desse piso, e 13,7 mil chegam ao teto pago pelo INSS, de R$ 8.475,55.
Com a antecipação, o governo tenta aliviar a pressão sobre aposentados e pensionistas num momento em que a renda é consumida cada vez mais por dívidas, enquanto busca manter a atividade econômica aquecida com a liberação escalonada dos recursos.
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