A falta de diesel já começa a impactar diretamente serviços públicos em municípios do Rio Grande do Sul. Cidades do interior passaram a restringir atividades consideradas não essenciais diante da dificuldade de abastecimento, segundo entidades do setor produtivo.
De acordo com federações que representam o setor, a escassez do combustível tem provocado cortes e ajustes imediatos nas administrações municipais. Entre as medidas adotadas estão a redução de transporte, limitação de máquinas e readequação de serviços urbanos para garantir o funcionamento apenas do que é prioritário.
O cenário acende um alerta para um possível colapso logístico, já que o diesel é base para praticamente toda a operação pública e privada, incluindo transporte coletivo, coleta de lixo e manutenção de estradas.
Em algumas cidades, os reflexos já são sentidos pela população. Há registros de redução de horários no transporte público devido à falta do combustível, afetando diretamente trabalhadores e estudantes.
Além disso, postos e distribuidoras enfrentam restrições na oferta, dificultando o acesso ao diesel mesmo para serviços essenciais.
A crise ocorre em um momento crítico, durante a colheita de grãos, quando a demanda por diesel atinge o pico. Produtores relatam cancelamento de entregas e aumento expressivo no preço do combustível, superior a R$ 1,20 por litro.
A situação compromete diretamente o ritmo das atividades no campo, com risco de prejuízos na safra e impactos em toda a cadeia produtiva.
Entre os fatores que explicam a escassez estão a alta do petróleo no mercado internacional e dificuldades na importação de diesel, agravadas por tensões geopolíticas recentes.
Além disso, medidas de controle na distribuição, como o fracionamento do fornecimento por parte da Petrobras, também contribuem para limitar o acesso ao combustível.
Apesar das reclamações, a Agência Nacional do Petróleo afirma que o estado possui estoque suficiente e que monitora a situação, investigando possíveis irregularidades no mercado.
Mesmo assim, entidades alertam que, sem regularização rápida, a tendência é de agravamento, com mais municípios sendo obrigados a restringir serviços nos próximos dias.
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