O Centro-Oeste encerrou o mês de abril com saldo positivo de 10.890 postos de trabalho com carteira assinada, segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado coloca a região entre as que mais geraram empregos formais no país no período.
Apesar do desempenho positivo, o mercado de trabalho brasileiro apresentou desaceleração na criação de vagas. Em abril, foram abertos 85.888 postos formais em todo o país, número 62,3% menor que o registrado em março, quando o saldo chegou a 227.974 empregos.
Na comparação com abril do ano passado, a queda foi ainda mais expressiva. O volume de vagas criadas caiu 63,9%, influenciado pelos juros elevados e pela desaceleração da economia nacional. Em abril de 2025, haviam sido abertas 238.216 vagas formais.
Mesmo diante do cenário de retração, todas as regiões brasileiras registraram saldo positivo na geração de empregos. O Sudeste liderou com 44.545 postos, seguido pelo Nordeste, com 18.714. O Centro-Oeste apareceu na terceira colocação, à frente das regiões Norte e Sul.
No acumulado entre janeiro e abril de 2026, o país contabilizou 699.762 vagas formais, resultado inferior ao mesmo período do ano passado, quando o saldo havia alcançado 913.827 postos de trabalho.
Entre os setores da economia, o segmento de serviços liderou a geração de empregos no país, com 69.601 novas vagas. A construção civil também apresentou desempenho positivo, com 23.525 postos criados, seguida pela indústria, que abriu 9.256 empregos.
Por outro lado, agropecuária e comércio fecharam mais vagas do que abriram em abril. Segundo o Ministério do Trabalho, as demissões no campo foram influenciadas pelo encerramento da safra da soja e pela redução das atividades em cultivos de maçã e laranja.
Entre os estados brasileiros, São Paulo liderou a geração de empregos formais, com saldo de 20.202 vagas, seguido pelo Rio de Janeiro e Minas Gerais. Já Alagoas, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte registraram fechamento de postos de trabalho no período.
Com o resultado de abril, o Brasil passou a contabilizar 47,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada, alta de 0,18% em relação a março.
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