O homem de 63 anos de idade que, inicialmente, se apresentou como a principal testemunha da morte de Maria do Carmo, de 66 anos, foi preso em flagrante. Ele é o principal suspeito de desferir os golpes que tiraram a vida da idosa em uma fazenda na zona rural de Naviraí.
A autoria e a respectiva prisão em flagrante foram confirmadas formalmente pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM). Segundo o relatório da Polícia Civil, o indivíduo construiu uma narrativa falsa durante as primeiras horas de levantamento para tentar obstruir as investigações.
Em seu primeiro depoimento, o suspeito sustentou que havia apenas escutado uma briga vinda da residência da vítima. Contudo, os investigadores do cartório especializado identificaram uma série de contradições e lacunas temporais nas declarações apresentadas pelo idoso.
A prova técnica determinante para a elucidação do crime partiu da análise das mídias de um circuito de videomonitoramento da propriedade rural. Os arquivos digitais registraram o momento exato em que o homem deslocou-se até a moradia da vítima portando um facão na madrugada.
Pouco tempo depois, o mesmo equipamento captou o retorno do investigado em direção aos seus aposentos, carregando a arma branca visivelmente manchada de sangue. Diante da evidência incontestável, os policiais deram voz de prisão imediata ao trabalhador rural.
Durante o interrogatório formal na delegacia de polícia, o autuado optou por exercer o seu direito constitucional de permanecer em silêncio. Ele foi recolhido às celas da unidade policial, onde aguarda a deliberação do Poder Judiciário na audiência de custódia.
Maria do Carmo foi localizada sem sinais vitais no interior de sua habitação na manhã de domingo (28). O filho da idosa estranhou a ausência de comunicação e o silêncio da mãe, vindo a ser alertado por terceiros sobre o encontro do cadáver da familiar.
Ao adentrar o recinto, a guarnição da Polícia Militar deparou-se com o corpo da vítima caído no piso, cercado por uma grande poça de sangue. Peritos da Perícia Científica realizaram o processamento da cena do crime para coletar os vestígios biológicos e estruturais.
Na versão fantasiosa descartada pela DAM, o preso alegava que um motociclista desconhecido teria invadido o lote para cobrar e agredir Maria do Carmo. Ele chegou a simular o envio de mensagens de texto na manhã seguinte para criar um álibi digital de preocupação.
A linha de investigação concentrada na tese de homicídio qualificado por razões da condição de sexo feminino (feminicídio) segue em andamento. Os agentes realizam novas oitivas operacionais com os familiares e vizinhos para delimitar a motivação do ataque.
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