Uma lenda da ginástica caribenha está de volta às competições. Yamilet Peña Abreu já foi finalista olímpica no salto e ganhou a primeira medalha do seu país na ginástica artística em uma edição dos Jogos Pan-Americanos. Ela voltou a competir no começo do ano e entrou em ação nesta quinta-feira (17) no Campeonato Pan-Americano no Rio de Janeiro. Apesar de não ter tido um bom desempenho individual, a ginasta saiu da competição feliz por ter ajudado a incentivar as suas colegas da equipe dominicana, que a tem como uma grande referência.
Lenda dominicana volta a competir no Pan-Americano de ginástica
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Yamilet Peña ficou três anos fora do ginásio, se tornando mãe durante a pausa. Ela voltou ao cenário competitivo em uma etapa de Copa do Mundo no início do ano. No Pan-Americano, Peña caiu no salto, que é sua principal especialidade, mas contriuiu com notas para a equipe dominicana nas barras assimétricas e no solo. “Todos os retornos são difíceis. Acredito que voltar logo depois de ser mãe e passar três anos sem estar treinando e competindo é difícil. Mas eu fiz o que pude. É uma oportunidade muito bonita voltar com a equipe e saber que eu consegui as incentivar as meninas de maneira positiva”, afirmou a ginasta em entrevista ao Olimpíada Todo Dia.
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Maternidade
Nos últimos anos, tem aumentado o número de ginastas que voltam a competir após se tornarem mães. O exemplo clássico é a uzbeque Oksana Chusovitina que segue competindo aos 51 anos de idade. Mas é comum ver etapas de Copa do Mundo com algumas finais com uma média de idade mais alta e com várias mães brigando pelo topo do pódio. “Eu creio que além de sermos atletas também temos nossas vidas humanas e às vezes esquecemos destas coisas quando estamos na ginástica. É muito bonito saber que podemos conciliar as duas coisas. Você pode ser mãe e pode seguir treinando e competindo e que a maternidade não impede os nossos objetivos”, comentou a dominicana.
O “Salto da Morte”
Na última década, Yamilet Peña ficou famosa por executar o Produnova, o salto mais difícil do código de pontuação da ginástica artística feminina. Na época, o salto tinha 7.0 como grau de dificuldade e era apelidado de “salto da morte”. Tanto que o seu valor foi diminuído a partir de 2017. Mesmo com dificuldade na aterrissagem, várias ginastas arriscavam o salto na época por conta da sua nota de dificuldade mais alta, que compensava a execução em caso de queda. Quando acertava o Produnova, Peña conseguia o resultado. Foi assim que ela se classificou para a final do Mundial de 2011 e dos Jogos Olímpicos Londres-2012. Nos Jogos Pan-Americanos Toronto-2015, a atleta caiu no salto na final, mas conseguiu uma histórica medalha de prata para a República Dominicana.
Com tantas conquistas históricas, ela se tornou referência na ginástica em seu país. E muitas ginastas iniciaram a praticar o esporte tendo Peña como inspiração. “É muito bonito para mim saber que assim que eu voltei que a gente tinha uma equipe completa e que assim que eu saia da ginástica a gente continuará com a equipe. Que elas tenham seus sonhos e possam cumprir com seus objetivos e chegar longe. E espero que a República Dominicana siga tendo uma boa representação”, concluiu.
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