Ferramentas utilizam inteligência geoespacial, imagens de alta resolução e automação para ampliar o controle do desmatamento e das queimadas no Estado – (Foto: Gustavo Escobar)Mato Grosso do Sul passou a contar com duas novas plataformas para monitorar desmatamento e queimadas. As ferramentas foram lançadas nesta segunda-feira, 8 de junho, pelo Imasul e integram a estratégia do Governo do Estado para reforçar a prevenção, o controle e a fiscalização ambiental.
Os sistemas receberam os nomes de Mades, voltado aos alertas de desmatamento, e Maques, direcionado ao monitoramento de queimadas. As plataformas usam inteligência geoespacial, sensoriamento remoto, imagens de satélite de alta resolução e cruzamento automático de dados para ampliar a capacidade de resposta dos órgãos ambientais.
A proposta é tornar o monitoramento mais rápido e preciso. Segundo o Imasul, a nova tecnologia consegue identificar focos de queimadas em até dez minutos e alertas de desmatamento em até cinco dias. Também houve avanço na qualidade das imagens usadas nas análises.
Outro ponto destacado pelo órgão é a integração com bases oficiais, como o Cadastro Ambiental Rural, autorizações ambientais e unidades de conservação. De acordo com o diretor-presidente do Imasul, André Borges, esse cruzamento de informações reduz em cerca de 80% a necessidade de análises manuais e permite direcionar as equipes para ações mais estratégicas de fiscalização.
O lançamento reuniu representantes de instituições públicas, técnicos, pesquisadores e órgãos parceiros da gestão ambiental. Também participaram integrantes do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar Ambiental, que atuam diretamente no monitoramento e no combate aos incêndios florestais.
Apresentação das novas plataformas pelo Imasul – (Foto: Divulgação)
Desde 2023, segundo o governo estadual, mais de R$ 8 milhões foram investidos em infraestrutura tecnológica, aquisição de imagens de satélite, desenvolvimento de sistemas e aprimoramento das ferramentas de monitoramento ambiental.
Responsável pela Unidade de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental do Imasul, Diego Brito afirmou que a melhoria na resolução das imagens aumenta a precisão na identificação de alterações ambientais e dá mais segurança às decisões técnicas.
A modernização também deve impactar os processos de licenciamento e fiscalização. Para o diretor de Licenciamento e Fiscalização do Imasul, Luiz Mário Ferreira, a tecnologia amplia a integração entre monitoramento e análise ambiental, o que traz mais eficiência ao trabalho do órgão.
Na avaliação do Corpo de Bombeiros, o acesso mais rápido às informações pode melhorar o planejamento das operações, especialmente no período de estiagem, quando cresce o risco de incêndios florestais no Estado.
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