Evento no Rio discutiu soluções do Sul Global para a crise climática e destacou redução do metano e justiça ambiental. (Foto: Rovena Rosa)As conferências da primeira edição do Rio Nature & Climate Week terminaram nesta sexta-feira (5) no Rio de Janeiro, com foco nas propostas do Sul Global para a crise climática. A ideia do encontro foi destacar soluções vindas de regiões como América Latina, África e Sudeste Asiático, que concentram grande parte das florestas tropicais e da biodiversidade do planeta.
Idealizador do fórum, Rodrigo Medeiros, presidente do Instituto Natureza e Clima Brasil, afirmou que o evento busca ampliar no cenário internacional as demandas e respostas construídas nesses territórios. A proposta é influenciar a agenda global meses antes da COP31, marcada para novembro, na Turquia.
Entre os temas discutidos, a redução das emissões de metano apareceu como uma das medidas mais rápidas para frear o aquecimento global. Medeiros defendeu o uso de tecnologias para captura do gás em aterros e citou também a transição alimentar como caminho para reduzir emissões.
A diretora-executiva da COP30, Ana Toni, também destacou o peso do metano na crise climática e disse que o desafio agora é transformar esse debate técnico em uma pauta mais compreendida pela sociedade. A programação paralela ainda incluiu ações com jovens no Complexo do Alemão e debates sobre racismo ambiental no centro do Rio.
O encerramento oficial do evento será neste sábado, 6 de junho, com show gratuito na Enseada de Botafogo, com Lauryn Hill, Wyclef Jean, YG Marley, Zion Marley e Ludmilla.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias do Mídia MS no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.







