João Fonseca avançou às quartas de final de Roland Garros e encerrou jejum brasileiro que vinha desde 2004. (Foto: Dimitar Dilkoff)João Fonseca segue derrubando marcas importantes no tênis brasileiro e, neste domingo (31) deu mais um passo de peso em Paris. Aos 19 anos, o carioca avançou às quartas de final de Roland Garros ao vencer o norueguês Casper Ruud por 3 sets a 1, em 3h55 de partida, e recolocou o Brasil entre os oito melhores do Grand Slam francês depois de 22 anos. A última vez que isso havia acontecido foi em 2004, com Gustavo Kuerten.
A classificação ganha dimensão ainda maior pelo momento vivido pelo brasileiro no torneio. Depois de eliminar Novak Djokovic na rodada anterior, João voltou à quadra e superou outro adversário de peso, mantendo viva a campanha mais importante de sua carreira em Grand Slams. Sob os olhares de Guga, maior nome da história do tênis nacional e tricampeão em Roland Garros, o jovem escreveu mais um capítulo de impacto no saibro francês.
O resultado também reforça a dimensão histórica da campanha. Desde 2004, o Brasil não tinha um representante nas quartas de final em Paris, um intervalo longo para um país que viu em Guga seu maior símbolo no torneio. Ao voltar a esse estágio da competição, João não apenas confirma o tamanho de sua ascensão, como também reabre espaço para o tênis brasileiro em uma fase decisiva do principal evento do saibro mundial.
Gustavo Kuerten segue como principal referência brasileira em Roland Garros. Foi campeão em 1997, 2000 e 2001 e construiu ali a relação mais vitoriosa do País com o torneio. O primeiro título, inclusive, veio quando tinha apenas 20 anos e ocupava a 66ª posição do ranking mundial. Agora, mais de duas décadas depois, João Fonseca surge como o nome que interrompe esse jejum e recoloca o Brasil em evidência na competição.
Embalado pelo melhor resultado de sua carreira em torneios do Grand Slam, o brasileiro terá pela frente o tcheco Jakub Mensik na disputa por uma vaga inédita na semifinal de Roland Garros. A campanha já assegura uma marca expressiva, mas o momento vivido por João em Paris indica que o torneio ainda pode reservar novos feitos para o tênis nacional.
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