Louvre anuncia detalhes da reforma que prevê nova entrada e sala exclusiva para a Mona Lisa, em Paris. (Foto: Joel Saget)O Museu do Louvre, em Paris, começou a detalhar a reforma que deve mudar a circulação de visitantes e criar uma sala exclusiva para a Mona Lisa, obra mais famosa do acervo. O anúncio inclui a escolha de uma equipe formada por arquitetos franceses, alemães e americanos para desenvolver o projeto, que prevê uma nova entrada pública e aumento da capacidade do museu em até 3 milhões de visitantes por ano.
A proposta foi apresentada em meio a críticas sobre o custo da obra, questionamentos sobre o conceito arquitetônico e dúvidas em torno da continuidade política do plano. A reforma é tratada como um dos projetos que podem marcar o legado do presidente Emmanuel Macron, que lançou a iniciativa no início de 2025, ao lado da então diretora do museu, Laurence des Cars.
Foram escolhidos para o projeto a Studios Architecture Paris, braço francês de uma empresa internacional criada em São Francisco, e a Selldorf Architects, sediada em Nova York e comandada pela arquiteta alemã Annabelle Selldorf. De acordo com a ministra da Cultura da França, Catherine Pégard, a proposta vencedora foi considerada “respeitosa e contemporânea” e capaz de criar “uma conexão elegante entre a cidade, o palácio e o museu”.
O plano prevê uma segunda entrada monumental para reduzir a superlotação da atual estrutura, além de um novo espaço de exposição que permitirá ao público visitar a Mona Lisa sem precisar passar pelo restante da coleção. A nova sala, com cerca de 3 mil metros quadrados, será dedicada à pintura de Leonardo da Vinci e deve incluir informações sobre a história da obra.
A mudança é vista como a maior transformação do Louvre desde a construção da pirâmide de vidro projetada por I.M. Pei, inaugurada em 1989. Pensada para receber 4 milhões de visitantes por ano, a estrutura se tornou insuficiente com o avanço da demanda. Em 2022, o museu passou a limitar a visitação a 30 mil pessoas por dia.
A nova entrada ficaria na extremidade leste do palácio, na fachada do século 17 conhecida como Grande Colonnade. Imagens do projeto mostram uma praça ampla, com jardins e passarelas, em uma área que hoje é descrita como vazia e pouco usada. A proposta também prevê transformar esse trecho em um novo espaço público no centro de Paris.
Quando o projeto foi apresentado, em janeiro de 2025, a estimativa era de cerca de 270 milhões de euros para a nova entrada e o espaço de exposição. Mais tarde, a autoridade nacional de auditoria da França indicou que o custo poderia chegar a 1,1 bilhão de euros, além de lançar dúvidas sobre a viabilidade do plano completo, que inclui reforço na segurança e renovação estrutural do edifício.
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