A conclusão do acesso brasileiro à Ponte Internacional do Corredor Bioceânico, em Porto Murtinho, foi reprogramada para 2027. A estimativa é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e representa um adiamento em relação ao cronograma inicial, que previa a entrega até o fim de 2026.
A obra integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e é considerada estratégica para a consolidação do corredor logístico que vai ligar os portos brasileiros aos portos do norte do Chile, passando pelo Paraguai e pela Argentina.
Com investimento de R$ 472 milhões, o projeto prevê a implantação de 13,1 quilômetros de rodovia, conectando a BR-267 à ponte que faz a ligação com Carmelo Peralta, no Paraguai. Até o momento, cerca de 40% dos trabalhos foram executados.
Dados do DNIT indicam que já foram concluídos mais de 895 mil metros cúbicos de terraplanagem, o que corresponde a aproximadamente 8,14 quilômetros de extensão. Também foram finalizados serviços como instalação de cercas, alambrados, passagens de fauna e obras de arte correntes.
Atualmente, as equipes concentram esforços na concretagem de vigas que serão utilizadas nas estruturas ao longo do trecho. O projeto inclui ainda sete obras de arte especiais, entre pontes e viadutos, que já têm fundações e pilares executados e avançam para a fase de instalação de vigas e lajes.
Apesar do avanço físico, o ritmo da obra ainda depende da liberação de recursos previstos no orçamento federal para os próximos anos, o que influencia diretamente o cronograma de execução.
Ponte Bioceânica
Enquanto o acesso brasileiro segue em execução, a Ponte Internacional Bioceânica entrou na etapa final de construção. Restam aproximadamente 20 metros para a ligação definitiva entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai.
O encontro das estruturas, conhecido como “beijo das aduelas”, está previsto para o dia 31 de maio e deve marcar um dos momentos mais simbólicos da integração física e econômica entre os dois países.
Nos últimos dias, o avanço da obra reduziu drasticamente a distância entre os dois lados da ponte. O Consórcio PYBRA, formado pelas empresas Tecnoedil SA, Paulitec e Construtora Cidade, concluiu mais uma etapa de concretagem sobre o Rio Paraguai.
Do lado paraguaio, as intervenções também incluem obras urbanas em Carmelo Peralta, como avenidas, rotatórias e espaços públicos para integrar a nova infraestrutura à cidade.
Considerada uma das estruturas mais estratégicas do corredor, a ponte será peça central da rota. A expectativa é reduzir custos de transporte, encurtar o tempo de exportação e ampliar a competitividade de produtos brasileiros.
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