Na manhã de quinta-feira (07), uma Paineira-rosa, com mais de 30 anos, tombou na Rua dos Andradas, no bairro Vila Duque de Caxias, em Campo Grande-MS. A árvore, que era um marco da arborização urbana local, se partiu e caiu no meio da rua, interrompendo o tráfego e gerando preocupação entre os moradores da região. A queda, felizmente, não deixou feridos, mas trouxe à tona um problema comum nas ruas de Campo Grande: o risco de árvores antigas se romperem com o tempo.
A Paineira-rosa (Ceiba speciosa) é uma das espécies mais plantadas em Campo Grande desde as décadas de 1980 e 1990, sendo apreciada pela sua grande floração rosada no outono e inverno. Apesar da beleza, a árvore possui madeira leve e frágil, o que, somado à copa ampla e pesada, a torna vulnerável à queda, especialmente em exemplares de longa idade. As raízes superficiais e a estrutura mais enfraquecida com o tempo aumentam os riscos de rompimento, um fator amplamente conhecido por arboristas, mas que nem sempre é considerado em áreas urbanas.

A responsabilidade pela manutenção das árvores em vias públicas, como a Paineira-rosa que caiu, é da Prefeitura de Campo Grande. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMADES) é a responsável pelo planejamento, poda e vistoria das árvores. No entanto, o incidente revela uma falha comum em áreas urbanas: árvores centenárias, embora imponentes e belas, exigem monitoramento constante, já que sua estrutura se deteriora naturalmente com o tempo.
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