Países latino-americanos avançam na redução da jornada de trabalho enquanto debate sobre escala 6×1 cresce no Brasil. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil) A discussão sobre a redução da jornada de trabalho e o possível fim da escala 6×1 no Brasil acompanha um movimento que já vem sendo adotado em países da América Latina. Colômbia, Chile e México aprovaram nos últimos anos leis que diminuem as horas semanais de trabalho sem reduzir salários, seguindo recomendações internacionais e ampliando direitos trabalhistas.
Na Colômbia, a jornada semanal começou a cair de 48 para 42 horas após uma lei aprovada em 2021. Já no Chile, a redução de 45 para 40 horas foi sancionada em 2023 e está sendo implantada gradualmente até 2028. O México também aprovou neste ano a diminuição da carga horária de 48 para 40 horas semanais, com aplicação prevista até 2030.
Protestos no Chile de 2019, Plaza Baquedano, Santiago, Chile. (Foto: Carlos Figueroa/ Wikipédia)
Especialistas apontam que as mudanças ocorreram em meio a pressões populares, debates sobre qualidade de vida e transformações no mercado de trabalho. Em vários casos, os projetos enfrentaram resistência de setores empresariais, que alegaram possíveis impactos na economia, no custo das empresas e na produtividade.
No Brasil, a proposta de reduzir a jornada atual de 44 horas semanais ainda divide opiniões. Enquanto trabalhadores e movimentos sociais defendem melhores condições de trabalho e mais tempo de descanso, representantes do setor produtivo demonstram preocupação com possíveis efeitos sobre empregos, inflação e crescimento econômico.
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